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20/08/2020 às 17h30min - Atualizada em 20/08/2020 às 17h30min

Pará perde mais de 5 mil postos de trabalho no primeiro semestre

Apesar do bom resultado em junho, a geração de emprego caiu no acumulado do ano

Da redação
Entre janeiro e junho, o saldo foi negativo, com 5.662 postos de trabalho perdidos. (Pedro Ventura/Agência Brasília)
   
A crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus não impediu o crescimento de postos de trabalhos no Pará. Durante o mês de junho, o estado ocupou o segundo lugar na geração de empregos de carteira assinada em todo o país e teve o melhor resultado da região Norte. 


Os dados são referentes a uma pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), em conjunto com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster). 

O resultado do relatório foi de um saldo - diferença entre admitidos e desligados - de 4.550 novos empregos formais no Pará. No total, foram 19.802 pessoas contratadas formalmente e 15.252 demitidas. Em junho de 2019 também houve crescimento no número de vagas preenchidas, sendo 22.122 admissões e 20.895 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 1.137 postos.

Os setores que mais se destacaram em junho de 2020, responsáveis por alavancar o número total, foram a construção civil (com geração de 2.274 postos de trabalho); indústria (1.225); serviços (1.125); e agropecuária (515). Do outro lado, apenas o setor do comércio continuou em queda na geração de empregos formais, com perda de 589 postos de trabalho, segundo o Dieese. 

Porém, no acumulado do ano, entre janeiro e junho, o saldo foi negativo, com 5.662 postos de trabalho perdidos, resultado provocado pela pandemia da covid-19. Em janeiro, houve saldo positivo de 841 postos de trabalho e fevereiro teve um índice ainda mais positivo, com 4.168 empregos gerados. A partir de março, os números começaram a cair e fecharam o mês em -2.133, caindo para -10.177 em abril e -2.811 em maio. 

Ao longo de todo o semestre, foram 118.341 pessoas contratadas, contra 123.903 demitidas. Os melhores setores foram serviços (1.588), agropecuária (395), indústria (-780), construção civil (-780) e comércio (-5.985). O Pará foi o segundo estado com o pior resultado da região Norte, perdendo apenas para o Amazonas, que ficou com saldo de -14.907.

Titular da Seaster, o secretário Inocêncio Gasparim acredita que esses dados têm um grande peso no momento em que boa parte das atividades econômicas ainda estavam interditadas ou haviam sido retomadas há pouco tempo. Para ele, o cenário positivo em junho indica que os empregos perdidos foram retomados e ainda deve melhorar. “Temos outras atividades de serviços a serem retomadas, em áreas onde, neste momento, não pode haver aglomeração”, diz.

Na avaliação dos técnicos do Dieese, embora a economia ainda não tenha voltado à normalidade, ou ao estado pré-pandemia, a retomada gradual das atividades não essenciais deu condição de respiro a muitos setores. “Quando eu olho o comparativo do primeiro semestre, vejo que passamos dificuldades notadamente em março e abril, mas geramos emprego nos outros quatro”, compara Everson Costa, técnico e pesquisador do órgão. 

Região Metropolitana

Outra pesquisa do Dieese, divulgada na última semana, mostra que a Região Metropolitana de Belém também encerrou o semestre com crescimento na geração de empregos formais. Apenas em junho, foram 6.848 contratações e 6.594 desligamentos, gerando um saldo positivo de 254 postos de trabalhos. Desse número, Belém fez 5.175 admissões e 4.926 desligamentos, com saldo positivo de 249 postos. 

Os demais municípios ficaram com os seguintes saldos em junho; Benevides (37), Marituba (35), Ananindeua (-38) e Santa Barbará (-29). Em toda a região, os melhores setores foram o da construção civil (com geração de 653 postos de trabalhos), indústria (236) e agropecuária (23). Ficaram negativos os setores de serviços (-513) e do comércio (-145).

Já no acumulado de todo o semestre, o Dieese mostrou que 48.452 pessoas foram contratadas e 52.024 demitidas, o que gerou um saldo negativo de 3.572 postos de trabalhos, dividido entre Belém (-2.601), Ananindeua (-603), Marituba (-126), Benevides (-121) e Santa Barbará (-121). Os setores ficaram da seguinte forma: comércio (-3.340), serviços (-1.709), construção civil (976), agropecuária (263) e indústria (238).

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