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16/09/2020 às 11h00min - Atualizada em 16/09/2020 às 11h00min

Relatório reúne evidências sobre preço abusivo na construção civil

O documento foi elaborado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Assessoria da CBIC
Com edição do Belém.com.br
Documento inclui propostas para reequilibrar o abastecimento interno e estimular importação. (Foto: Dênio Simões/Agência Brasília)
     
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) entregou ao governo federal, nesta última segunda, um documento que reúne evidências sobre abusos no aumento do preço de materiais de construção durante a pandemia. Os dados levados à Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade, do Ministério da Economia, demonstra causas e consequências dessa prática para o país.
 
Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o aumento nos preços é resultado da falta de oferta de produtos em quantidade suficiente para atender o mercado. “Com a insegurança inicial gerada pela pandemia, em março, foi gerado um falso desabastecimento, que foi sendo aproveitado pelos fornecedores para recuperar preços. Se não houver um choque de oferta urgente, a memória inflacionária irá criar um caminho sem volta para a nossa economia”, disse.

Para comprovar essa narrativa, a CBIC realizou o cruzamento de informações presentes em diversos documentos, cotações e declarações para acionistas por parte de grandes indústrias. São apresentados, por exemplo, dados que podem demonstrar interferência no mercado por parte de uma siderúrgica, além do posicionamento de uma entidade da indústria do cimento declarando que o setor possui 45% de capacidade ociosa e que está aproveitando para recuperar preços.

De acordo com a entidade, o cenário de aumento dos preços e desabastecimento terá uma série de consequências, como: desemprego; aumento do custo das obras públicas; dificuldades para viabilização do programa Pró-Brasil; aumento do custo dos imóveis populares; e redução no número de lançamentos de imóveis neste segundo semestre.
 
No documento entregue ao governo, a CBIC fala das incertezas que marcaram o setor da construção civil no início da pandemia, quando as indústrias reduziram os efetivos e fecharam fábricas, reduzindo substancialmente a oferta de produtos. Entre as soluções apresentadas está a redução da capacidade ociosa, com a reativação dos fornos de empresas de aço e cimento, e a limitação da cota de exportação, enquanto os fornos não voltarem a operar nos mesmos níveis de março.
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