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21/09/2020 às 15h00min - Atualizada em 21/09/2020 às 15h00min

Pará terá primeira rede móvel 5G em um ambiente universitário

A rede PA5Ge será instalada no PCT Guamá e no campus Belém da UFPA

Parque de Ciência e Tecnologia Guamá
Com edição do Belém.com.br
A PA5Ge vai operar em uma frequência de 700 MHz licenciada pela Anatel. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
      
O Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, Automação e Eletrônica (Lasse) lançará nesta sexta-feira (25) a rede PA5Ge. O sistema funcionará dentro da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT). O PA5Ge será a primeira rede móvel 5G privativa instalada em um ambiente universitário e de pesquisa no Brasil. 
 
O lançamento da rede 5G ocorrerá durante o workshop virtual "Conectividade 5G na Amazônia". O evento será gratuito e as inscrições podem ser feitas no site do
Lasse. A principal característica da PA5Ge é um núcleo com funções de rede virtualizadas com base em software open-source, operando em hardware de baixo-custo. 
 
Para Aldebaro Klautau, coordenador do projeto, a implementação da rede móvel experimental permite um grande avanço pesquisas desenvolvidas na universidade. "Com a utilização de uma rede real e com vários usuários, os métodos e algoritmos desenvolvidos podem ser avaliados com um maior rigor e um enfoque mais prático", afirma.
 
Infraestrutura
 
A PA5Ge vai operar em uma frequência de 700 MHz licenciada pela Agência Nacional de Telecomunicações para fins científicos. O espectro é considerado de baixa frequência, o que permite um maior alcance. Uma das características do projeto é a virtualização da rede, processo em que hardware (equipamento físico) pode ser substituído por software capaz de emular funções dos aparatos físicos, operando como máquinas virtuais (VMs).
 
"Com a virtualização, nós podemos fazer uma distribuição das funções de rede aos computadores que estão em diferentes locais. Por conta disso, esse é um dos pontos que nos permite chamar a rede de 5G", afirma Cleverson Nahum, um dos pesquisadores que integra a iniciativa.
 
Tecnologia de impacto
 
A partir dos resultados esperados da PA5Ge, a UFPA pretende popularizar a tecnologia 5G para transmitir dados (Internet) aos celulares dos moradores das localidades assistidas pelo projeto Celcom, iniciativa de telefonia comunitária aplicada na comunidade quilombola de Campo Verde e na comunidade de Boa Vista do Acará.
 
A rede 2G utilizada pelo Celcom leva às comunidades serviço de voz e SMS. "Antes, no Celcom, os moradores poderiam fazer chamadas internas e trocar mensagens de texto através da rede 2G, mas ela não viabiliza uma aula remota com vídeo devido às baixas taxas de dados. Já as tecnologias 4G e 5G passam a ser opção para conectividade na Amazônia e favorecerem a inclusão digital. Por isso, a rede PAG5e é associada a proposta de inclusão social e digital que o projeto tem", afirma o pesquisador do projeto Lauro Brito.
 

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