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22/09/2020 às 15h45min - Atualizada em 22/09/2020 às 15h45min

Correios devem retomar 100% das atividades a partir desta terça (22)

Greve durou 35 dias e reajuste foi fixado em 2,6%

Agência Brasil
Com edição do Belém.com.br
Após acordo, metade dos dias de greve será descontado do salário dos empregados. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
     
Após 35 dias em greve, os funcionários dos Correios devem voltar ao trabalho nesta terça-feira (22). O retorno ocorre depois do Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovar um reajuste de 2,6% e declarar que a paralisação não foi abusiva. Pela decisão, metade dos dias de greve será descontado do salário dos empregados e a outra parte terá que ser compensada. No caso de descumprimento do acordo, a multa diária foi fixada em R$ 100 mil.

Em nota, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa dos Correios e Similares (Fentect), criticou a decisão do TST.  “Essa decisão representa mais um ataque aos direitos da classe trabalhadora e um retrocesso à nossa categoria. É mais uma mostra de como o Judiciário se mantém servil ao patronato, atuando de forma político-partidária, e se mantendo distante do propósito de justiça e dignidade à classe trabalhadora”, disse José Rivaldo da Silva, secretário-geral da entidade.

Além de considerar o reajuste insuficiente, entre as maiores perdas contabilizadas pela Fentect está a redução dos dias de licença maternidade de 180 dias para 120 dias. O documento publicado pela Federação diz que a entidade realizará reuniões com sua diretoria para avaliação do cenário. 

Retomada de serviços

Os Correios também se manifestaram sobre a decisão do TST. Em nota, a empresa diz que segue executando o plano de continuidade do negócio, com a realização de mutirões de entrega, inclusive em fins de semana e feriados, com o objetivo de reduzir os efeitos da paralisação parcial dos empregados.

Segundo a estatal, desde de julho vem buscando negociar os termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, de maneira “a fortalecer as finanças e preservar sua sustentabilidade”. “A empresa agora empreenderá todos os esforços para recompor os índices de eficiência dos produtos e serviços, considerados essenciais, nesse momento em que a população brasileira mais precisa”, afirma o documento.

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