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22/09/2020 às 17h54min - Atualizada em 22/09/2020 às 17h54min

Projeto social reúne ritmistas com deficiência em ensaios virtuais

São 50 participantes com algum tipo de deficiência

Mass Media
Com edição do Belém.com.br
Nas aulas, os alunos aprendem técnicas de baquetas, concentração e atenção. (Foto: Reprodução/Mass Media)
    
Nem a pandemia da covid-19 impossibilitou a magia da musicalidade no Rio de Janeiro. A Bateria do Instituto TIM, composta por pessoas com algum tipo de deficiência, como surdez, autismo e Síndrome de Down, aproveitou os recursos das redes para continuar as atividades. Durante o período da pandemia, o grupo de 50 ritmistas manteve os ensaios à distância por meio de encontros on-lines e videoaulas. 

Liderado pelo Mestre Mangueirinha, da Unidos de Vila Isabel, e pelo músico Rubens Kurin, coordenador do projeto, o conjunto se reunia no Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca. Com o isolamento social, os ensaios passaram a ser pela internet. Nas aulas, os alunos aprendem técnicas de baquetas, concentração, atenção, percepção e princípios básicos de ritmo, tempo e andamento.

Para os alunos surdos, a Bateria do Instituto TIM conta com intérpretes da língua brasileira de sinais (libras). “O projeto tem uma incrível capacidade de inclusão que a música proporciona. Vimos alunos que tiveram melhora no desempenho escolar depois de participarem de atividades em grupo. Outros ficaram mais disciplinados e focados, prestando mais atenção, porque é necessário dar ouvido ao outro, saber a hora de entrar e sair quando se toca em conjunto”, explica o coordenador do projeto, Rubens Kurin.
 
Nas apresentações da Bateria, o repertório conta com clássicos da MPB, sambas, marchinhas e canções de roda infantis. “Cada um ali é diferente e tem o seu tempo e o seu jeito. Você precisa conhecer e respeitar isso, saber o que é interessante para eles, conversar com os pais e descobrir como é o convívio deles com a música em casa. Não há deficientes aqui. Todos são músicos aprendendo música para se apresentar. É uma troca bem prazerosa. Mais do que ensinar, aprendo muito com eles”, diz Mestre Mangueirinha.

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