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25/05/2021 às 16h00min - Atualizada em 25/05/2021 às 16h00min

Câncer na tireoide é o nono tipo mais comum no Pará; confira

Dados acendem alerta sobre os sintomas e diagnóstico precoce

Agência Pará
Com edição do Belem.com.br
Ao perceber algum sintoma, a recomendação é procurar um médico endocrinologista (Foto: Divulgação)
 
              
A tireoide é uma glândula que produz hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo e pode ser acometida por doenças que interferem no crescimento e desenvolvimento de crianças, além de afetar  o metabolismo e as funções de vários órgãos, o peso, o humor, a memória, o ciclo menstrual e a fertilidade. 
 
Na Região Norte, é o nono tipo de câncer mais frequente no sexo feminino, com uma taxa estimada de 2,84 casos a cada 100 mil mulheres. Para o estado do Pará, são estimados 120 casos novos,  dos quais 100 casos devem acometer o sexo feminino. A taxa estimada é de 2,30 casos novos a cada 100 mil mulheres.
 
Os dados do Instituto Nacional do Câncer apontam uma estimativa  de 2.310 casos novos em homens e de 11.950 em mulheres para o ano de 2021. Os valores correspondem a um risco estimado de 2,17 casos novos a cada 100 mil homens e 11,15 para cada 100 mil mulheres. 
 
E, hoje, 25 de maio, quando é celebrado o Dia Internacional da Tireoide, o Hospital Ophir Loyola alerta sobre os sintomas e diagnóstico precoce do câncer de tireoide, um tumor mais incidente entre os 40 e 60 e predominante entre as mulheres.
 
A especialista em cirurgia de cabeça e pescoço do Hospital Ophir Loyola, Deise Nunes, explica que a glândula pode aumentar de tamanho devido a processos inflamatórios, dando origem à formação de nódulos e cistos, benignos ou malignos. Segundo ela, os sintomas variam desde episódios assintomáticos a dores intensas no local.
 
Ao perceber algum sintoma, a recomendação é procurar um médico endocrinologista que solicitará exame de sangue e outros, para confirmar ou não o diagnóstico de tumor maligno e receber tratamento adequado, dependendo do caso. Para fechar o diagnóstico, o médico irá fazer o exame físico, analisar a história clínica do paciente e solicitar a ultrassonografia do pescoço, contudo o câncer só é confirmado com a punção (biópsia).
 
Caso o câncer seja confirmado, o paciente deverá ser referenciado  pela Unidade Básica de Saúde ou Secretaria Municipal do município de origem para uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia ou para o Centro de Alta Complexidade em Oncologia  via sistema de regulação. Em Belém, 123 pacientes são assistidos no Hospital Ophir Loyola (Cacon) com neoplasia maligna na tireoide.
 
O tratamento é cirúrgico para a retirada de toda a glândula e os linfonodos que estiverem ao redor, o chamado esvaziamento cervical. Após o procedimento, o paciente passa por iodoterapia, onde o médico utiliza o iodo radioativo para a destruição do tecido tireoidiano. 

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