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11/11/2019 às 11h49min - Atualizada em 11/11/2019 às 11h49min

Museu Virtual do Círio ganha reconhecimento durante Feira de Turismo Internacional

Neste domingo, durante o encerramento da Feira, o Pará ganhou o 3º lugar de stand criativo

belém.com.br
ASCOM Círio 360°
Foto: Assessoria do evento
O Museu Virtual do Círio foi atração durante a 31ª Feira Internacional de Turismo, realizada em Gramado, Rio Grande do Sul, entre os dias 7 e 10 de novembro. Esta é considerada pelo trade a mais efetiva plataforma de negócios da América do Sul, sendo a segunda maior em tamanho.

Neste domingo, durante o encerramento da Feira, o Pará ganhou o 3º lugar de stand criativo, levando a experiência gastronômica e de realidade virtual.

Os óculos de realidade virtual deram acesso ao Museu do Círio e proporcionaram aos visitantes a verdadeira sensação de estar ao lado da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, mesmo estando na outra ponta do Brasil.

No stand do Pará, organizado pela Paratur, órgão oficial de turismo paraense, empresários e visitantes de várias nacionalidades fizeram fila para experimentar a sensação de fazer um passeio virtual pelo Museu e conhecer a história da festividade.

Mário Chaves, empresário de uma companhia aérea de Cabo Verde, a Cabo Verde Airlines, adorou a experiência. "Já ouvi falar do Círio de Nazaré de Belém do Pará, mas nunca fui. Só agora, virtualmente. E o Museu Virtual nos projeta ao destino é como estar presente na cerimônia. Muito interessante", disse.

“Não tem uma forma melhor de vender o destino como uma experiência dessa. Quem experimenta esta tecnologia sente vontade de estar lá, realmente. Este é o futuro do turismo", disse o secretário de turismo do Pará, André Dias.

“O Círio de Nazaré é uma festa grandiosa que, nós paraenses, temos o privilégio de ter todos os anos. E como somos orgulhosos desta festividade, queremos que cada pessoa neste mundo tenha a oportunidade de sentir esta emoção. Com o Museu Virtual podemos levar esta sensação e estimular as pessoas a irem até Belém no mês de outubro para vivenciar de perto o Círio de Nazaré”, ressaltou Carlos Waldney, um dos idealizadores do projeto.

Foi o que aconteceu com a empresária Nani Oliver quando fez o passeio virtual pelo Museu do Círio. "Nunca esteve no Círio de Nazaré. E com os óculos me transporte para lá. Quando tirei os óculos foi um choque de realidade não estar lá".

O projeto é pioneiro no Brasil.

Este é o primeiro Museu de realidade virtual feito no Brasil. A empresa Simulated Reality, do paraense Danilo Moura que mora atualmente nos Estados Unidos, junto com a Delta Studios, produtora de Belém do Pará de Carlos Waldney, lançaram o Museu Virtual do Círio há 4 anos, com o intuito de proporcionar aos fiéis de Nossa Senhora de Nazaré maior aproximação dos ícones da festividade, principalmente, para àqueles que não conseguem estar em Belém durante o mês de outubro. 
 
“A iniciativa nasceu da intenção de dar um presente para Belém, ajudando a mostrar todas ramificações culturais e turísticas relacionadas ao Círio de Nazaré. Nosso time tem experiência criando outros museus digitais em realidade virtual como o museu da NASA para a plataforma Sansar e o Museu do Harold Lloyd,  todos feitos digitalmente para realidade virtual”, explicou Danilo Moura.
 
O processo é 100% digital. Os objetos são digitalizados tridimensionalmente  usando fotogrametria, uma técnica não invasiva que utiliza centenas ou milhares de fotos tiradas de todos os ângulos para reconstruir objetos de forma realista. Também é utilizada uma ferramenta de desenvolvimento de videogames chamada Unity para programar toda a funcionalidade.
 
Todas as homenagens oferecidas a Nossa Senhora durante o percurso do Círio e Transladação, a descida do Glória,  Círio Fluvial,  Motoromaria, Traslado para Ananindeua, dentre outras festividades relacionadas ao Círio, são gravadas com equipamentos de filmagem que têm múltiplas lentes tipo olho de peixe de 220 graus para gerar uma imagem esférica que simula estar virtualmente em outro lugar, gravando em 360 graus. 
 
“Criamos arte e contamos histórias digitalizando o conteúdo usando todos os formatos de mídia, desde captura volumétrica, áudio binaural, fotogrametria e vídeo 360. Cada tecnologia tem seu uso e, neste museu, estamos combinando tudo em uma interpretação muito artística dos eventos da vida real. Acreditamos que estamos caminhando para uma revolução na maneira como o conteúdo é criado para a nova geração conectada”, disse Carlos Waldney.
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