-
17/11/2019 às 08h00min - Atualizada em 17/11/2019 às 08h00min

Especialistas reforçam a importância do cuidado com os bebês prematuros

Novembro roxo virou símbolo da conscientização ao cuidado

Texto de Rosiane Rodrigues, estagiária Belém.com.br
Revisão de Carolina Neves
Foto: Assessoria de Comunicação da Santa Casa

   
Dia 17 de novembro é dedicado à conscientização sobre os cuidados com os bebês prematuros. É o Dia Mundial da Prematuridade. A data, celebrada desde 2018, reforça a atenção necessária aos recém-nascidos que nascem antes do tempo.

A prematuridade, quando o bebê nasce com menos de 34 semanas, é uma das principais causas de mortalidade infantil, segundo a professora-doutura Aurimery Chermont, que é pediatra, neonatologista e professora da UFPA. Segundo ela, um a cada dez recém-nascidos nascem antes do tempo, sendo essa uma das principais causas de mortalidade infantil. 

Ainda segundo a doutora, uma das formas de prevenir partos prematuros é identificar alguns fatores de riscos, como idade extremas, gravidez na adolescência, grávidas que consomem ilícitas ou licitas, diabéticas, peso fora do ideal, pressão alta, grávidas de gêmeos múltiplos ou com históricos de partos prematuros. “É fundamental consultar o médico ginecologista para avaliar a saúde, a fim de ter uma gravidez saudável. O pré-natal é a melhor forma de detectar alterações que podem provocar a prematuridade”, disse a médica.

Vilma Hutim, pediatra e tutora do Método Cangurú, da Santa Casa de Misericórdia do Pará, que é referência no atendimento de alto risco do recém-nascido, disse que quando existe uma situação que desencadeia o parto prematuro, é preciso que a gestante seja encaminhada até o hospital imediatamente para que o bebê receba o atendimento adequado com uma equipe especializada. Ela explicou que 60% dos bebês que nascem prematuros podem precisar ser reanimados logo que nascem e, para isso, é necessário a ação profissionais capacitados.

De acordo com a doutora é indispensável que haja tratamento humanizado com o prematuro e com a família, que precisa de orientação para saber como tratar o bebê. “Nós temos psicólogas e assistentes sociais que fazem o acolhimento das famílias e às informam sobre as condições dos bebês. Assim que esse bebê vai melhorando na unidade, a mãe vai participando desse cuidado”, explicou a médica. 

Todo bebê prematuro só vai ter a idade corrigida aos dois anos de idade, por isso, é importante que a mãe aprenda, com os profissionais de saúde, sobre os cuidados necessários para que o desenvolvimento do bebê não seja prejudicado. “A mãe sai daqui treinada a cuidar do bebê, como, por exemplo, a forma de posicionar o bebê para mamar, como dar as vitaminas e as informações de como cuidar do bebê prematuro em casa”, reforçou Vilma Hutim.

A técnica em enfermagem e pedagoga, Camila Silva Araújo, sabe muito bem os cuidados que a mãe de bebê prematuro precisa ter. Ela é mãe da Sophia, que hoje está com dois aninhos. Camila teve parto prematuro e quase perdeu sua bebê, porque estava com as plaquetas de sangue baixas e nada foi feito pelos médicos que a acompanhavam no pré-natal. “Os médicos daqui diziam que meus exames estavam normais, mesmo as plaquetas estando baixas. A médica da Santa Casa percebeu, ficou preocupada e eu fiz o acompanhamento”, concluiu a mãe, que seguiu as orientações e hoje vê, com alegria, sua filha em plena saúde.


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
-

Qual ‘brega marcante’ mais representa esse ritmo musical em Belém?

10.2%
2.9%
2.7%
2.4%
4.5%
14.2%
1.4%
3.1%
1.0%
57.7%