Belém pode se tornar a capital do Brasil durante a COP-30

Projeto propõe transferência temporária da sede do governo para destacar a Amazônia na agenda climática global

Por Belem.com.br-
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Belém pode se tornar a capital do Brasil durante a COP-30
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Belém, a capital paraense, pode assumir um papel ainda mais central na política brasileira durante a COP-30, conferência climática da ONU que ocorrerá em novembro de 2025. Um projeto de lei, apresentado pela deputada federal Duda Salabert (PDT) na Câmara dos Deputados, propõe a transferência temporária da capital do Brasil de Brasília para Belém durante o evento.

 

A proposta busca dar maior destaque à Amazônia no debate ambiental global, além de aproximar as autoridades brasileiras das delegações estrangeiras que participarão da conferência. Segundo a deputada, a medida “reforça a importância da Amazônia na agenda ambiental internacional, impulsiona o desenvolvimento local e fortalece o papel do Brasil como protagonista nas negociações climáticas”.

 

Se aprovado, o projeto permitiria que o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) transferissem suas sedes para Belém durante a COP-30. A mudança, no entanto, depende da aprovação do Congresso e da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Uma mudança simbólica com impacto global

Não seria a primeira vez que uma cidade brasileira assumiria temporariamente o posto de capital federal. Em 1992, o Rio de Janeiro teve essa honra durante a ECO-92, um dos marcos históricos das discussões ambientais no país. Agora, com a COP-30, Belém pode se tornar o centro das decisões climáticas e reforçar seu papel na luta pela preservação da Amazônia.

 

A possível transferência da capital também poderia trazer impactos positivos para a economia local, impulsionando setores como turismo, infraestrutura e serviços. Com a movimentação de líderes globais, cientistas e ativistas ambientais, a cidade terá uma oportunidade única de mostrar sua importância no cenário climático internacional.

 

O projeto segue em tramitação e ainda precisa passar por análises e votações antes de se tornar realidade.

 

Com informações do site Bahia.ba


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