Durante visita oficial ao Japão e Vietnã, realizada entre os dias 24 e 29 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a urgência de um esforço coletivo e global contra a crise climática. Em discursos e reuniões com autoridades estrangeiras, Lula convocou um "mutirão global da COP30", afirmando que a descarbonização das economias mundiais “não é escolha, mas necessidade”. O presidente brasileiro foi categórico ao afirmar que o planeta já sente os impactos das mudanças climáticas, com fenômenos extremos ocorrendo em regiões antes estáveis. “Estamos vendo fazer neve no deserto e secas em lugares onde antes chovia”, alertou em Hanói, capital vietnamita.
Lula defendeu que os países membros do Acordo de Paris precisam assumir compromissos mais ambiciosos por meio das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), para conter o aumento da temperatura global em no máximo 1,5ºC. A declaração reforça as expectativas em torno da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontecerá em Belém, no Pará, em novembro. O evento é visto pelo governo brasileiro como uma oportunidade histórica de promover decisões concretas e executáveis para o combate à crise ambiental.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, acompanhou o presidente nas reuniões e destacou a importância da cooperação internacional. Segundo ela, a preservação das florestas e a transição energética não são apenas responsabilidade de governos locais, mas sim de toda a comunidade internacional.
Lula também apresentou os avanços recentes do Brasil no combate ao desmatamento na Amazônia e reafirmou o compromisso de zerar o desmatamento até 2030. Para garantir que esse objetivo seja alcançado, o presidente anunciou o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), uma iniciativa voltada ao financiamento contínuo de países que protegem suas florestas. A proposta busca incentivar e recompensar esforços ambientais de longo prazo, promovendo desenvolvimento sustentável e preservação.
Além das pautas ambientais, a visita teve como foco a ampliação das relações bilaterais com Japão e Vietnã. Foram assinados acordos em áreas estratégicas como agricultura, tecnologia e meio ambiente. Ambos os países sinalizaram apoio à agenda climática proposta pelo Brasil e demonstraram interesse em fortalecer a colaboração global para soluções sustentáveis. Para Lula, o Brasil tem o potencial de liderar o movimento internacional por uma economia verde, oferecendo alternativas inovadoras e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
Com informações do Gov Br.