Chocolate paraense ganha força com sabores e saberes da Amazônia

Empreendedoras paraenses reinventam o chocolate regional com ingredientes amazônicos, sustentabilidade e protagonismo feminino à espera da COP 30

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Chocolate paraense ganha força com sabores e saberes da Amazônia
Foto: Carmem Helena
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No Pará, o chocolate se tornou muito mais que um doce. Combinando ingredientes típicos da floresta, como muruci, cupuaçu, açaí e cumaru, empreendedoras locais estão revolucionando o setor e levando a identidade amazônica para o mundo. À frente dessa transformação estão mulheres como Soliana e Rafaela Cruz, que criaram uma confeitaria em Belém que une sabor, design regional e compromisso com comunidades tradicionais. Seus produtos, recheados com frutas da Amazônia e embalados em kits com cuias, miriti e cerâmicas, já caíram no gosto dos turistas e se preparam agora para brilhar durante a COP 30.

Já em Mocajuba, Nayanny Maia lidera um negócio que resgata o valor do cacau de várzea, cultivado com saberes tradicionais e vendido com preço justo a partir de um modelo agroextrativista. O cacau do Pará, segundo o Sebrae, é um dos mais valorizados do país e cresce por meio de práticas sustentáveis como os Sistemas Agroflorestais. A COP 30, que será realizada em Belém em novembro, é vista como um divisor de águas para o setor. A expectativa é consolidar o chocolate paraense como um símbolo internacional de sabor, floresta em pé e empoderamento feminino.

No Dia Mundial do Chocolate, o Pará se destaca não apenas pela produção de cacau, mas pela inovação que transforma o fruto da floresta em símbolo de identidade, economia criativa e protagonismo feminino. Às vésperas da COP 30, que será realizada em Belém, marcas locais apostam em sabores típicos da Amazônia e em um modelo de produção sustentável para conquistar o paladar e o coração do mundo.

Em Belém, as irmãs Soliana e Rafaela Cruz comandam uma confeitaria que vai além do doce: o negócio carrega propósito, cultura e design. Com bombons de açaí, barras recheadas com manga e cumaru, kits com cuias e cerâmicas regionais, elas celebram o sabor amazônico em cada mordida.

O diferencial também está na origem dos ingredientes: parte dos insumos vem de comunidades tradicionais, fortalecendo uma cadeia mais justa e solidária. A empresa aposta em embalagens bilíngues, selos de sustentabilidade e parcerias com artesãos locais, unindo o chocolate à arte e ao turismo.

Outra referência do setor é Nayanny Maia, sócia-fundadora de uma marca que nasceu em Mocajuba, berço do cacau de várzea com notas aromáticas únicas. A produção, feita em parceria com comunidades ribeirinhas, respeita saberes tradicionais e mantém viva a memória do pai, que sempre ensinou a independência por meio do trabalho.

Segundo o Sebrae Pará, o estado já se destaca entre os maiores produtores de cacau do país, com destaque para regiões como Tomé-Açu e Altamira. A maior parte da produção vem de pequenos agricultores familiares que atuam em sistemas agroflorestais.

Com o olhar voltado para novembro, empreendedoras já adaptam embalagens, ampliam estoques e se preparam para receber visitantes de mais de 190 países. A COP 30 promete ser uma vitrine global para produtos que representam muito mais do que sabor: representam resistência, ancestralidade, economia limpa e o futuro da floresta de pé.

Com informações do O Liberal.


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