O governo federal estuda utilizar imóveis do programa Minha Casa Minha Vida para abrigar participantes da COP30, que acontecerá em Belém em novembro. A cidade enfrenta dificuldades para receber os cerca de 50 mil visitantes esperados, incluindo líderes mundiais. Parte das unidades do Residencial Viver Pratinha, antes abandonadas, está sendo finalizada para suprir a demanda por hospedagem. Com apenas 24 mil leitos disponíveis na região, a medida é uma das soluções para evitar um colapso na infraestrutura durante o evento. O governo também criou uma plataforma para reunir opções de acomodação, incluindo hotéis e até navios. A COP30 será um marco para o debate climático global, mas Belém ainda precisa superar desafios logísticos para receber o mundo.
O Ministério das Cidades avalia utilizar imóveis do programa Minha Casa Minha Vida como alojamento temporário para participantes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro. A capital paraense enfrenta dificuldades para ampliar sua capacidade de hospedagem diante da alta demanda e dos preços elevados.
A proposta, inicialmente divulgada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo g1, prevê o uso de apartamentos do Residencial Viver Pratinha, empreendimento que estava com obras paralisadas e foi retomado pelo governo federal. Das 768 unidades, 256 devem ser concluídas até outubro, segundo o Ministério das Cidades.
Ainda não foi definido quais grupos terão prioridade nessas acomodações, que podem ajudar a suprir a carência de leitos na região. Atualmente, a área metropolitana de Belém dispõe de apenas 24 mil vagas em hotéis e pousadas – número insuficiente para os cerca de 50 mil visitantes esperados, incluindo chefes de Estado e representantes de mais de 190 países.
Em maio, o governo lançou uma plataforma oficial para centralizar opções de hospedagem, como hotéis, imóveis privados e até cabines de navios cruzeiros. A medida busca evitar uma crise de alojamento durante o evento, considerado crucial para debates globais sobre o clima.
A COP30 colocará Belém no centro das discussões ambientais internacionais, mas a infraestrutura da cidade segue como um desafio a ser superado nos próximos meses.
Com informações do O Liberal.