Em preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), militares do Exército e da Marinha do Brasil participaram de um treinamento em Belém para atuação em situações com múltiplas vítimas e riscos de contaminação por agentes nucleares, biológicos, químicos ou radiológicos. A capacitação, realizada no 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas, integra os esforços do Comando Operacional Conjunto Marajoara, estrutura militar criada exclusivamente para a COP 30, que reunirá 12 mil militares.
A cidade de Belém já vive os primeiros ensaios de preparação para a COP 30, marcada para 2025. Nesta semana, militares das Forças Armadas participaram de um treinamento prático para atuação em cenários com múltiplas vítimas e riscos de contaminação por agentes perigosos, como substâncias químicas, biológicas, nucleares ou radiológicas.
A capacitação é promovida pelo Comando Operacional Conjunto Marajoara, estrutura militar criada exclusivamente para atuar durante a conferência climática. O treinamento aconteceu no 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas, no bairro da Marambaia, e envolveu 30 militares do Exército e da Marinha, que estão entre os 200 atualmente em formação no estado.
A instrução ocorre em três zonas simuladas: zona quente (acidente e triagem), zona morna (descontaminação) e zona fria (remoção segura).
O treinamento faz parte de um calendário extenso de capacitações, que deve envolver ao todo 12 mil militares até a COP 30, com participação também da SESMA, Samu e outras instituições civis. Entre os riscos considerados estão desde explosões com agentes químicos até contaminações por vírus de difícil diagnóstico, como o Ebola.
Além de capacitar, a simulação permite avaliar desafios logísticos. Um dos principais é o custo elevado dos equipamentos de proteção descartáveis, como trajes NBQR, que podem chegar a R$ 100 por unidade.
A formação dos agentes utiliza protocolos que já foram aplicados em grandes eventos como a cúpula do G20, Jogos Olímpicos e a pandemia de covid-19.
A próxima fase do treinamento deve envolver um número maior de agentes e ampliar o cenário de atuação com simulações em áreas externas e com integração civil-militar, reforçando o papel estratégico da Amazônia e da cidade-sede no enfrentamento global das mudanças climáticas.
Com informações do O Liberal.