Os olhares do mundo estão fixos em Belém, e a capital paraense continua a demonstrar que a responsabilidade de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, está em boas mãos. A mais recente prova disso veio de uma comitiva do Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas (UNDSS), que concluiu sua visita à cidade e, com a bagagem cheia de relatórios e impressões, deu seu aval positivo aos planos de segurança, saúde e mobilidade.
A inspeção, que ocorreu nos principais locais que serão palco do evento em novembro de 2025, foi um passo crucial. A delegação, formada por especialistas em logística de grandes eventos, percorreu a cidade com uma lente de aumento, analisando cada detalhe. O resultado foi um parecer favorável aos planos integrados apresentados pelos governos federal, estadual e municipal.
O foco da avaliação não foi apenas nos palcos oficiais da conferência, mas em toda a teia de suporte que fará o evento funcionar. Na área da segurança, o plano prevê a mobilização de mais de 10 mil agentes e militares, incluindo a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Gabinete de Segurança Institucional e as forças de segurança estaduais e municipais. A promessa é de um esquema que garanta tranquilidade para as cerca de 50 mil pessoas esperadas na capital paraense.
No quesito saúde, o olhar da ONU se voltou para a capacidade de Belém em atender a qualquer eventualidade. A saúde pública abrange uma rede robusta, com hospitais de referência como o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, além de prontos-socorros e unidades da rede privada. O SAMU Municipal também terá protocolos específicos para assegurar atendimento rápido e eficaz.
A mobilidade, um dos grandes desafios de qualquer metrópole, também passou pelo crivo da comitiva. Foram apresentadas estratégias detalhadas para gerenciar o fluxo de veículos e pessoas, incluindo bloqueios, liberações e o credenciamento logístico. A meta é garantir que os chefes de Estado, delegações e demais participantes possam se locomover pela cidade com a maior fluidez possível.
O ponto central, e que a comitiva fez questão de reforçar, é o simbolismo de trazer a COP para a Amazônia. A diretora da Unidade de Conferências da ONU, Maria Emilia Arraes, destacou que realizar a COP-30 em Belém representa "uma quebra muito grande de paradigma" e uma oportunidade ímpar de discutir a emergência climática no coração da floresta.
Este aval da ONU não apenas legitima os esforços dos governos envolvidos, mas também serve como uma resposta a questionamentos recentes sobre a capacidade de Belém em sediar um evento de tamanha magnitude, principalmente após as polêmicas com os preços da rede hoteleira. Com a aprovação dos planos, a cidade se solidifica como o palco certo para um dos mais importantes debates do século.