Inadimplência bate recorde de 2025 e pressiona famílias

Com 30,2% dos consumidores com contas atrasadas, cenário afeta mais mulheres e famílias de baixa renda, segundo especialistas

Por
2 Min

Inadimplência bate recorde de 2025 e pressiona famílias
Inadimplência das empresas cresce 7,3% em outubro (Marcos Santos / USP Imagens)
RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA
Clique aqui para Ler o Resumo

A inadimplência no Brasil atingiu 30,2% da população em julho de 2025, segundo a CNC, o maior índice desde setembro de 2023. O aumento foi puxado pelo crescimento de famílias que já não conseguem pagar suas dívidas, agora 12,7% do total. O endividamento geral segue em 78,5%, mas com prazos de pagamento mais curtos e redução nas dívidas de longo prazo.

No Norte, a Serasa aponta que os principais motivos de inadimplência são dívidas com bancos e cartões (28,35%), contas básicas como água e luz (6,72%) e compras no varejo (17,81%). 

A inadimplência no Brasil atingiu em julho seu maior patamar de 2025, alcançando 30,2% da população, segundo levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O índice, o mais alto desde setembro de 2023, preocupa especialistas, que alertam para o impacto sobre a economia e para a necessidade de planejamento financeiro.

O avanço foi impulsionado pelo aumento no número de famílias que não conseguem pagar suas dívidas, agora em 12,7% — maior nível desde dezembro de 2024. Embora o endividamento geral tenha se mantido em 78,5%, houve queda nas dívidas de longo prazo e alta nos compromissos de curto prazo, tendência observada há sete meses.

No Norte do país, dados da Serasa indicam que o cenário também se deteriora. As dívidas mais comuns envolvem bancos e cartões de crédito (28,35%), contas essenciais como água e energia (6,72%) e compras no varejo (17,81%).

Segundo Thiago Ramos, da Serasa, fatores como desemprego, juros elevados, inflação e baixa educação financeira estão entre as causas da inadimplência. Ele aponta que renegociar débitos e buscar reorganização orçamentária são os primeiros passos para sair do vermelho.

A economista Laís Lima explica que o uso frequente de crédito rotativo e parcelamentos longos com juros acima de 400% ao ano agrava a situação, principalmente entre famílias de baixa renda. Ela destaca que o endividamento excessivo reduz o consumo, desacelera a economia e pode gerar mais desemprego.

Para evitar cair nessa situação, Laís recomenda planejamento mensal, priorizando despesas essenciais, evitando crédito para consumo imediato e criando uma reserva de emergência, ainda que pequena. Ela sugere começar guardando R$ 50 por mês e estabelecer metas de curto, médio e longo prazo.

Apesar da previsão de desaceleração no ritmo de endividamento, a expectativa é que 2025 termine com índices superiores a 2024. Especialistas defendem que a solução depende de ações conjuntas: maior conscientização do consumidor e políticas públicas para crédito mais responsável.

Com informações do O Liberal.


Tags »
Notícias Relacionadas »