Belém registrou deflação de 0,15% em agosto, puxada pela queda dos preços de alimentos básicos como batata, cebola, tomate, arroz e feijão, segundo dados do IBGE. A capital acompanha o cenário nacional, onde a deflação foi de 0,11%. Além da alimentação, grupos como habitação, transportes e comunicação também tiveram recuo.
Na prática, os consumidores sentiram no bolso: produtos que antes custavam até o dobro agora estão bem mais baratos. Mesmo com o resultado positivo, a inflação acumulada em 12 meses ainda é de 5,33% na capital paraense. A expectativa é que os próximos meses mantenham um cenário mais estável, caso não ocorram choques externos. O levantamento reforça a importância de pesquisar preços e aproveitar promoções, já que as diferenças entre supermercados podem ser significativas.
Belém sentiu um alívio no custo de vida em agosto. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou deflação de 0,15% na capital paraense, segundo dados do IBGE. O resultado segue a tendência nacional, que registrou queda média de 0,11% no país.
A principal explicação para o movimento foi a redução expressiva no preço dos alimentos básicos. Produtos como batata inglesa (-9,8%), cebola (-10,6%) e tomate (-8,3%) lideraram as quedas, seguidos por arroz, feijão, farinha de mandioca e hortaliças. Segundo economistas ouvidos pelo Portal Belém, a safra abundante e o aumento da concorrência no varejo contribuíram para a redução de preços.
Além da alimentação, outros grupos também registraram queda. O setor de habitação (-0,57%) teve redução significativa em tarifas e serviços, enquanto transportes (-0,47%) e comunicação (-0,20%) também aliviaram o orçamento das famílias.
Por outro lado, saúde e cuidados pessoais (+1,01%) e vestuário (+0,66%) tiveram alta no mês. Mesmo com o recuo pontual em agosto, a inflação acumulada no ano em Belém já chega a 3,19%, e no acumulado dos últimos 12 meses, está em 5,33%.
Para a administradora Cris Moura, o alívio foi evidente nas compras do dia a dia. Ela relatou que o feijão, que custava R$ 10, passou a R$ 5 e que itens como cebola, tomate e arroz também caíram pela metade. Especialistas apontam que novas marcas e negociações entre supermercados também ajudam a pressionar preços para baixo.
Economistas reforçam que, apesar do movimento positivo, o cenário pode mudar caso ocorram choques de safra ou aumento de custos de transporte. Ainda assim, o resultado de agosto sinaliza um fôlego importante para o orçamento das famílias paraenses.