Mulheres ribeirinhas lideram negócios sustentáveis no Marajó

Projeto Fomento Rural apoia famílias em Portel a gerar renda e autonomia econômica

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Mulheres ribeirinhas lideram negócios sustentáveis no Marajó
Bruno Carachesti / Agência Pará
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Em Portel, no Marajó, mulheres ribeirinhas estão assumindo um papel de liderança econômica graças ao Fomento Rural, programa que oferece apoio financeiro e técnico para iniciar atividades produtivas sustentáveis. Entre os projetos estão criação de galinha-caipira, cultivo de peixes como o tambaqui, manejo de açaí nativo e instalação de casas de farinha.

O programa atende famílias antes dependentes do Bolsa Família, promovendo independência econômica e regularização socioambiental. Segundo Milton Costa, da Emater, o objetivo é unir geração de renda, diversificação agrícola e segurança alimentar, valorizando conhecimentos tradicionais.

O projeto evidencia que investir nas mulheres ribeirinhas gera benefícios sociais, econômicos e ambientais, contribuindo para a preservação da Amazônia e o fortalecimento das comunidades locais.

Em Portel, no Marajó, 20 famílias ribeirinhas estão dando início a projetos sustentáveis que prometem transformar a economia local. Por meio do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais (Fomento Rural), executado pela Emater Pará em parceria com os governos estadual e federal, os moradores recebem R$ 4,6 mil divididos em duas parcelas para investir em atividades como criação de galinha-caipira, cultivo de peixes, manejo de açaí nativo e instalação de casas de farinha.

O programa prioriza mulheres jovens, com média de 30 anos, em união estável e com filhos, fortalecendo o protagonismo feminino no campo. Segundo Milton Costa, engenheiro florestal da Emater, a região possui grande potencial agrícola, com destaque para o açaí, farinha e piscicultura, e o projeto busca diversificar a produção e promover segurança alimentar.

A agricultora Ísis de Fátima dos Santos, de 33 anos, exemplifica o impacto do programa. Moradora da comunidade Filadélfia, ela pretende criar tambaquis em um tanque de 60 m² no rio Pacajá, garantindo produto seguro para consumo e venda. Ísis destaca que o programa permite às mulheres serem reconhecidas não apenas como donas de casa, mas como líderes econômicas de suas famílias.

A Associação Agroextrativista do Baixo Pacajá (Agrupa) acompanha o desenvolvimento das famílias, reforçando a importância de políticas públicas que unem inclusão produtiva, sustentabilidade e valorização feminina. O projeto mostra que o empoderamento das mulheres ribeirinhas é essencial para o fortalecimento das comunidades amazônicas e para a preservação ambiental.


FONTE: O Liberal
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