Os resultados e debates que devem nortear os próximos passos da mineração no Pará foram consolidados e publicados na 70ª edição do boletim "Simineral ON". A publicação chega em edição especial dedicada ao III Congresso Técnico do Simineral, realizado recentemente em Santarém, no oeste do estado, e que se consolida como um dos principais termômetros do setor na região amazônica.
O encontro na "Pérola do Tapajós" reuniu profissionais, pesquisadores, representantes de empresas associadas e, crucialmente, comunidades locais. A pauta central foi marcada por debates técnicos e reflexões sobre inovação, sustentabilidade e o papel da atividade mineral na transição global para uma economia de baixo carbono.
Ao longo da programação, o Congresso promoveu painéis temáticos, palestras e a apresentação de estudos técnicos. O objetivo foi consolidar o evento como um espaço estratégico para a troca de conhecimento e a construção de soluções conjuntas para os desafios do setor mineral.
Um dos principais resultados práticos do encontro foi a elaboração da Carta Santarém. O documento reforça os compromissos do setor com a sustentabilidade, o desenvolvimento regional e a valorização das comunidades situadas no entorno das operações minerais.
O documento é um compromisso concreto firmado entre o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) e o Governo do Estado, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). O objetivo é ambicioso: criar um Banco de Dados Estratégico da Mineração Paraense.
A meta é garantir a rastreabilidade e a transparência de toda a produção mineral do estado. Este é um movimento claro de preparação do setor para os holofotes da COP30, a conferência climática da ONU que Belém sedia em 2025.
Mais do que um documento de intenções, o texto sela um pacto para uma "radiografia" da mineração no Pará. A ideia é que esse banco de dados integre informações e permita um controle mais rigoroso de toda a cadeia produtiva, do momento da extração ao beneficiamento.
Segundo Rodolpho Zahluth Bastos, secretário adjunto da Semas, ouvido pelo portal Brasil Mineral, o banco de dados servirá para "balizar e subsidiar políticas públicas", permitindo uma gestão baseada em fatos e dados concretos.
Para o presidente do Simineral, Anderson Baranov, o evento foi um marco de diálogo e de fortalecimento das bases técnicas da mineração paraense.
“O Congresso reafirmou o papel do Pará como referência na mineração sustentável e inovadora. Em Santarém, mostramos que é possível unir conhecimento técnico, compromisso ambiental e desenvolvimento social. Essa é a essência do nosso trabalho e do propósito do Simineral”, destacou Baranov.
O diretor executivo da Simineral, Emerson Rocha, ressaltou a importância do Congresso como um instrumento de integração e aprendizado contínuo para a cadeia produtiva.
“O Simineral tem trabalhado para aproximar cada vez mais os profissionais do setor, as comunidades e a academia. O III Congresso foi um exemplo dessa construção coletiva, foi um espaço de troca que amplia perspectivas e fortalece a atuação de todos os que fazem parte dessa cadeia”, afirmou Rocha.
A nova edição da revista "Simineral ON" apresenta uma cobertura completa do Congresso, detalhando os melhores momentos, entrevistas e um resumo das principais discussões que nortearam o evento, além de projetar os próximos passos do setor diante dos desafios globais da sustentabilidade.