Reforma Agrária é crucial para clima e Amazônia, diz estudo

Relatório da FASE Amazônia, às vésperas da COP30, defende que a redistribuição de terras é vital para a justiça climática na região.

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Reforma Agrária é crucial para clima e Amazônia, diz estudo
Foto: Fernando Martinho
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A Reforma Agrária como solução para o clima. Um novo relatório da FASE Amazônia, lançado às vésperas da COP30, mostra como a destinação de terras no Oeste do Pará é vital para a justiça climática e a preservação da biodiversidade. O documento ouviu agricultores familiares e reforça que as soluções reais partem dos territórios, dos saberes tradicionais e da resistência coletiva.

 

No contexto dos preparativos para a COP30, a crucial conferência das Nações Unidas sobre o clima que posicionará a Amazônia no epicentro das discussões globais, a organização FASE Amazônia tornou público o seu segundo relatório, que examina minuciosamente a destinação de terras para a Reforma Agrária na região Oeste do Pará.

Intitulado “Avanços e retrocessos na destificação de terras para a Reforma Agrária no Oeste do Pará”, o documento constrói uma argumentação sólida, defendendo que a redistribuição de terras se configura como um instrumento vital não apenas para a justiça social, mas também como um pilar indispensável para a preservação da biodiversidade e a garantia do equilíbrio climático global.

Fundamentando suas conclusões em uma base robusta de dados oficiais, análises técnicas aprofundadas e nos poderosos depoimentos de agricultores familiares que vivenciam a realidade local, o relatório eleva a Reforma Agrária à categoria de uma política pública fundamental para a consecução da Justiça Ambiental e Climática.

Esta publicação representa um dos pilares da campanha mais ampla intitulada “Justiça Climática: as soluções vêm dos territórios”, uma iniciativa promovida pela FASE que ganha destaque no cenário da COP30 e da Cúpula dos Povos.

A campanha parte da premissa de que as respostas mais eficazes e sustentáveis para a crise climática não são meras projeções futuras; pelo contrário, elas já existem e são gestadas diretamente nos territórios. Tais soluções são fruto de práticas populares consolidadas, de saberes tradicionais transmitidos por gerações e da resistência coletiva empreendida por uma diversidade de populações — urbanas, rurais, ribeirinhas e indígenas — que há séculos convivem em harmonia com seus ecossistemas.


FONTE: FASE Amazônia
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