O barco cultural Banzeiro da Esperança partiu de Manaus rumo a Belém levando lideranças indígenas, ribeirinhas, quilombolas e jovens amazônicos para garantir que as vozes da floresta estejam no centro da COP30.
A expedição, idealizada pela FAS e pela Virada Sustentável, reúne atividades formativas, escutas comunitárias, painéis e apresentações culturais ao longo do trajeto pelo Rio Amazonas, com paradas em Parintins e Santarém. A chegada está prevista para 7 de novembro, quando o barco se torna um centro cultural flutuante aberto ao público em Belém.
Segundo os organizadores, o movimento simboliza a luta por justiça climática e leva propostas concretas para adaptação e sociobioeconomia — consolidadas na Carta da Amazônia, que será apresentada durante a COP30.
O projeto conta com participação de organizações indígenas, quilombolas e ribeirinhas, além de pesquisadores e parceiros.
Durante a conferência, o Banzeiro promoverá encontros, painéis e ações culturais para fortalecer a incidência política das comunidades amazônicas.
A Amazônia sobe o Rio Amazonas e chega à Conferência do Clima com sua própria voz. O Barco Cultural “Banzeiro da Esperança” partiu de Manaus em 4 de novembro, rumo a Belém, para entregar propostas e fortalecer a participação de povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, juventudes e lideranças comunitárias na COP30, que será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025.
A expedição fluvial transforma o percurso até a capital paraense em um grande movimento cultural, formativo e político. Ao longo da viagem, o grupo realiza escutas comunitárias, painéis sobre clima, oficinas, apresentações culturais e rodas de diálogo, reunindo saberes tradicionais e conhecimento técnico.
Idealizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e pela Virada Sustentável, o projeto culminará na entrega da Carta da Amazônia, documento que reúne propostas para adaptação climática, conservação, sociobioeconomia e justiça ambiental. Segundo organizadores, a missão é garantir que quem vive na floresta seja protagonista das decisões globais sobre o clima.
Paradas e programação
O barco faz paradas em Parintins, para encontro cultural com os bois-bumbás Caprichoso e Garantido, e em Santarém, onde ocorrem atividades formativas e intercâmbio cultural. A chegada a Belém está prevista para 7 de novembro, quando o Banzeiro se transformará em centro cultural flutuante, aberto ao público.
O espaço receberá painéis, oficinas, exposições, apresentações musicais e rodas de conversa, incluindo uma mostra dedicada à Amazônia Negra e ações com jovens de comunidades ribeirinhas e povos tradicionais.
Formação e representatividade
Desde julho, mais de mil lideranças da Amazônia participaram da Jornada de Formação para a COP30, fortalecendo suas capacidades de incidência política. Trinta planos territoriais foram selecionados para integrar o projeto.
Para a superintendência da FAS, a COP em Belém marca um novo momento histórico. Organizações reforçam que os povos amazônicos devem ocupar o centro dos debates climáticos, defendendo seus territórios, modos de vida e direitos.
Durante a COP30
As lideranças entregarão a Carta da Amazônia a autoridades e negociadores internacionais, além de promover debates, oficinas e intervenções culturais em espaços oficiais e paralelos da conferência.
O Banzeiro é financiado via Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio de empresas e apoio de organizações socioambientais e movimentos de povos tradicionais.