O legado de Chico Mendes ecoa pela COP30. A Casa Chico Mendes, inaugurada em Belém no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi, abre uma programação de duas semanas dedicada a povos extrativistas e comunidades tradicionais. Com entrada gratuita, o espaço recebe exposições, rodas de conversa, feiras da sociobiodiversidade e encontros nacionais de lideranças de todo o país.
A agenda aborda temas como justiça climática, financiamento comunitário, defesa dos territórios, direitos humanos, papel das mulheres e juventudes da floresta e alternativas sustentáveis para o desenvolvimento de diferentes biomas. Entre os destaques está o lançamento do Plano Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, marco para políticas públicas voltadas à proteção de populações que guardam conhecimento ancestral sobre conservação.
Além de debates, o espaço promove apresentações culturais, vivências e encontros de articulação política, reforçando a importância de garantir protagonismo aos povos da floresta nas decisões globais sobre clima. Segundo os organizadores, a iniciativa reafirma que não há futuro climático possível sem justiça social, garantia territorial e respeito aos modos de vida tradicionais.
Um dos espaços mais simbólicos da COP30 em Belém já abriu suas portas para o mundo. O Espaço Chico Mendes & Fundação Banco do Brasil, instalado no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, iniciou nesta sexta-feira (7) uma ampla programação dedicada a povos extrativistas, comunidades tradicionais e movimentos da sociobiodiversidade.
Com entrada gratuita e atividades até o dia 21, sempre das 9h às 18h, o local foi concebido para ser a “Casa de Chico Mendes” durante a conferência, honrando o legado do líder seringueiro e fortalecendo a participação daqueles que historicamente defendem as florestas brasileiras.
O espaço reúne exposições, debates, apresentações culturais, feiras de produtos da floresta e rodas de diálogo sobre os principais temas que atravessam a luta socioambiental no país. Entre as atrações, estão as mostras “Chico Mendes, Herói do Brasil” e “Memoráveis Margaridas”.
A agenda inclui marcos importantes para o movimento, como o lançamento do Plano Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), além do Encontro Nacional das Mulheres Extrativistas, o encontro da ANMIGA – Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, e reuniões de juventudes da floresta e das águas.
Entre os temas centrais estão financiamento comunitário, justiça climática, ancestralidade, direitos territoriais e economia da sociobiodiversidade. As atividades contam com a participação de lideranças de todo o Brasil, movimentos rurais e representantes de órgãos públicos.
A iniciativa é realizada pelo Comitê Chico Mendes, CNS – Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Fundação Banco do Brasil, com apoio do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.