O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia inicia sua programação na COP30 com o Fórum Conexões pela Bioeconomia. O evento reúne lideranças nacionais e internacionais em Belém para destravar os caminhos de uma economia de baixo carbono na região. A agenda inclui o lançamento de programas federais e a assinatura de iniciativas para gerar renda para povos tradicionais por meio de cadeias produtivas sustentáveis. O espaço se consolida como um polo permanente de inovação e diálogo para a nova economia amazônica.
O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém, dá início nesta terça-feira (11) a uma agenda estratégica durante a COP30 com o "Fórum Conexões pela Bioeconomia: destravando caminhos para um desenvolvimento de baixo carbono para a Amazônia". Promovido pelo governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o evento tem como objetivo central discutir e consolidar estratégias para uma economia que valorize a floresta em pé e sua sociobiodiversidade.
O fórum reunirá lideranças nacionais e internacionais, representantes de governos estaduais, setor financeiro, fundações, universidades e organizações da sociedade civil. A programação no Parque segue até o dia 17 de novembro, com uma série de painéis, encontros e lançamentos focados em inovação e sustentabilidade.
Dois importantes anúncios estão previstos durante o evento: a assinatura da iniciativa Inovasociobio, para impulsionar cadeias produtivas sustentáveis e gerar renda para povos tradicionais, e o lançamento do Programa Prospera Sociobioeconomia, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que visa implementar a Estratégia Nacional de Bioeconomia.
Em entrevista, a secretária adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, enfatizou o papel do Parque como um legado que transcende o período da COP. "Ele foi concebido como um polo tecnológico voltado à bioeconomia da floresta, que atende tanto a negócios comunitários quanto a startups, sendo um espaço permanente de diálogo e construção de soluções da Amazônia para a sociedade", afirmou.
Bemerguy acrescentou que a estrutura do Parque "demonstra o compromisso do Governo do Pará e do Brasil em avançar de forma concreta e consistente nas pautas da bioeconomia, promovendo desenvolvimento sustentável e fortalecendo iniciativas que valorizam a floresta e as pessoas que nela vivem".
Até o final da semana, o espaço funcionará como um hub integrado, reunindo representantes do setor produtivo, startups, instituições de pesquisa e empreendedores da floresta para debates, troca de experiências e conexões de negócios sustentáveis.