Caixa anuncia R$ 70 mi para Amazônia na COP30

Programas Florestas Produtivas (R$ 50 mi) e Turismo Regenerativo (R$ 20 mi) terão projetos selecionados divulgados nesta quinta (20) na conferência.

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Caixa anuncia R$ 70 mi para Amazônia na COP30
Foto: Everaldo Nascimento/O Liberal
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A Caixa Econômica Federal anuncia durante a COP30 os projetos selecionados nos programas Florestas Produtivas(R$ 50 milhões) e Turismo Regenerativo (R$ 20 milhões) voltados para a bioeconomia amazônica. Os editais buscam desenvolver soluções sustentáveis com agricultores familiares e promover o turismo regenerativo na região. Durante coletiva, o vice-presidente Jean Benevides também destacou outras iniciativas da instituição, incluindo protocolo para desastres climáticos, coalizão por habitação de baixo carbono e projeto de atendimento bancário em línguas indígenas usando inteligência artificial. Os anúncios reforçam o compromisso da Caixa com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

 

A Caixa Econômica Federal fará o anúncio oficial dos projetos selecionados em dois importantes editais voltados para a bioeconomia e o desenvolvimento sustentável da Amazônia durante a COP30, nesta quinta-feira. Os programas Florestas Produtivas, com investimento de R$ 50 milhões, e Turismo Regenerativo, que destinou R$ 20 milhões exclusivamente para a região, terão seus resultados divulgados em painel no Pavilhão Brasil na Blue Zone, com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

As informações foram antecipadas na quarta-feira por Jean Benevides, vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania da Caixa, e André Raposo, superintendente regional no Pará, durante visita ao Grupo Liberal.

Benevides explicou que o Florestas Produtivas busca desenvolver soluções de bioeconomia junto a agricultores familiares, unindo regeneração de biomas com sistemas agroflorestais. O edital contemplou cinco estados: Maranhão, Pará, Amazonas, Rondônia e Acre.

"Vamos anunciar amanhã os projetos selecionados no programa Florestas Produtivas, que trabalha soluções da bioeconomia com agricultores familiares, aliando regeneração dos biomas e sistemas agroflorestais", afirmou Benevides. "Colocamos R$ 20 milhões para projetos de turismo regenerativo aqui. Os seleconados serão anunciados juntamente com os de Florestas Produtivas".

O vice-presidente também apresentou um balanço das iniciativas já lançadas pela Caixa na COP30, incluindo um protocolo de atuação em desastres climáticos desenvolvido para agilizar respostas a municípios e populações afetadas. "Foram mais de 1,1 milhão de benefícios pagos no Rio Grande do Sul", destacou, referindo-se às medidas de apoio às vítimas das enchentes.

Entre outras ações anunciadas está a Coalizão pela Habitação Net Zero, que disponibiliza uma ferramenta de cálculo de carbono para orientar construtoras em projetos de baixa emissão, desenvolvida em parceria com a Universidade de São Paulo. Atualmente, 278 projetos e mais de 70 construtoras já utilizam a ferramenta.

A Caixa também lançou na COP30 o edital da Teia da Sociobiodiversidade, que investirá R$ 40 milhões em 200 projetos comunitários de base socioambiental nos biomas brasileiros, com repasses diretos de R$ 100 mil para cada grupo selecionado.

Outra iniciativa destacada foi o projeto Morar Amazônico, em desenvolvimento na Vila da Barca, em Belém, que testa modelos de habitação palafítica com madeira industrializada para futura incorporação ao Minha Casa, Minha Vida.

Benevides também apresentou a parceria entre Caixa, Microsoft e Instituto César para desenvolvimento de ferramentas de atendimento em línguas indígenas. O recurso de tradução automática por inteligência artificial permitirá comunicação direta entre clientes indígenas e funcionários do banco, incluindo videochamadas. O experimento já abrange três línguas e está em expansão.

O superintendente André Raposo destacou o impacto da iniciativa em municípios como Jacareacanga, que concentra a maior população indígena do Pará. Ele citou um convênio com a prefeitura que permite atendimento remoto mediado por servidor local que domina 14 dialetos. "A maior parte é munduruku", comentou Raposo sobre os povos atendidos.


FONTE: O Liberal
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