Níquel e cobre ampliam peso do Pará na transição energética

Produção crescente de níquel e cobre fortalece o Pará na oferta de minerais essenciais para tecnologias limpas e investimentos ligados à COP 30

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Níquel e cobre ampliam peso do Pará na transição energética
Reprodução/TV Globo
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O avanço da produção de níquel e cobre no Pará destaca o estado como um pilar estratégico na oferta de minerais essenciais para a transição energética e as tecnologias de baixo carbono. Dados referentes a 2024 mostram que os minerais seguem como base da economia paraense, representando mais de 70% das exportações e somando quase R$ 100 bilhões em valor de produção.

O níquel, fundamental para baterias e veículos elétricos, alcançou 1 milhão de toneladas no estado, enquanto o cobre, indispensável para energia solar, turbinas eólicas e redes de transmissão, ultrapassou 56 milhões de toneladas — mais da metade de toda a produção nacional. A Semas afirma que os empreendimentos ligados a esses minerais operam com licenciamento ativo em diferentes etapas, reforçando a expansão legalizada do setor.

Projetos no sudeste do Pará, como o de níquel sulfetado em São Félix do Xingu, reforçam a presença de novas tecnologias de extração, consideradas de menor impacto. Especialistas ressaltam que, para garantir sustentabilidade, é fundamental realizar diagnósticos detalhados das regiões mineradas, avaliando infraestrutura, organização social, serviços e riscos socioambientais.

O Pará se consolida como um dos principais territórios brasileiros na oferta de minerais estratégicos ligados à transição energética, impulsionando investimentos, tecnologia e novos projetos no setor mineral. A produção de níquel e cobre, essenciais para baterias, carros elétricos e sistemas de energia limpa, cresce com força no estado, reforçando seu papel econômico no cenário nacional.

Dados do Boletim da Mineração Paraense de 2025, com base em 2024, mostram que os minerais representaram 72% das exportações do Pará. A produção mineral total alcançou R$ 99,5 bilhões, equivalente a 35,4% da produção nacional. Entre os destaques estão os minerais críticos para tecnologias de baixo carbono.

Segundo a Semas, todos os empreendimentos de minerais estratégicos — entre eles cobre e níquel — estão licenciados em diferentes fases, incluindo Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação, o que reforça a expansão regulada da atividade no estado.

A produção de níquel, mineral usado na fabricação de baterias elétricas, chegou a 1 milhão de toneladas em 2024, cerca de 10% da produção brasileira. Já o cobre, fundamental para carros elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e redes de transmissão, atingiu 56 milhões de toneladas, ou 64% da produção nacional.

Especialistas avaliam que o avanço deve vir acompanhado de planejamento e diagnóstico territorial. Segundo análise de pesquisadores e consultores, empreendimentos na Amazônia precisam identificar infraestrutura, serviços, organização social e riscos regionais para reduzir impactos e potencializar benefícios.

Projetos no sudeste do Pará reforçam esse movimento. Em São Félix do Xingu, um dos maiores depósitos de níquel sulfetado do mundo impulsiona o Projeto Jaguar, conduzido pela Centaurus Metals. O níquel sulfetado, separado por flotação, é considerado um processo mais barato e com menor impacto ambiental em comparação ao laterítico.

Empresas consolidadas também ampliam investimentos. A Vale prevê R$ 70 bilhões até 2030 para expandir operações de ferro e, principalmente, aumentar em 32% a produção de cobre no Pará, mineral considerado essencial para a descarbonização global.

Apesar do potencial, os desafios permanecem. Estudos da EPE destacam que a exploração mineral exige gestão sustentável, pois extração e processamento sempre implicam impactos. Pesquisadores reforçam que o uso de minerais e a busca por tecnologias limpas coexistem com a necessidade de mitigar efeitos ambientais, criando um equilíbrio a ser constantemente aprimorado.

O avanço de níquel e cobre no Pará posiciona o estado como peça-chave na transição energética, em um momento marcado pela COP 30 e pelo aumento da demanda global por minerais críticos.


FONTE: G1
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