Mensalidades escolares de 2026 sobem mais de 20% em Belém

Levantamento do Dieese aponta que valores praticados em 40 escolas da capital ultrapassam 20% de reajuste e pressionam o orçamento das famílias

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Mensalidades escolares de 2026 sobem mais de 20% em Belém
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Os valores das mensalidades escolares em Belém para 2026 devem sofrer aumentos acima de 20%, conforme levantamento do Dieese realizado em cerca de 40 escolas particulares da capital. Os reajustes, que superam mais de quatro vezes a inflação acumulada, preocupam pais e responsáveis, que já enfrentam aumentos sucessivos no setor educacional. A pesquisa analisou mensalidades previstas para o primeiro semestre de 2026 em diversos bairros de Belém, considerando Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Os preços variam amplamente entre as instituições, influenciados por fatores como estrutura oferecida, metodologia pedagógica, investimentos em tecnologia e oferta de plataformas digitais. Para a Educação Infantil, os valores vão de R$ 745,92 a R$ 2.641,00. No Ensino Fundamental I, os preços variam de R$ 483,54 a R$ 2.319,00; no Fundamental II, de R$ 488,37 a R$ 2.656,00; e no Ensino Médio, entre R$ 493,38 e R$ 2.495,00. Segundo o Dieese, esses aumentos refletem custos internos das instituições, como materiais pedagógicos, despesas com pessoal e manutenção.

A lei determina que as escolas apresentem planilhas justificando os reajustes com antecedência mínima de 45 dias antes da matrícula, garantindo transparência. Caso pais ou responsáveis identifiquem valores abusivos, recomenda-se procurar órgãos de defesa do consumidor. O Dieese orienta que as famílias façam planejamento financeiro para enfrentar os reajustes que continuam acima da inflação e pressionam o orçamento doméstico.

Os reajustes das mensalidades escolares em Belém para 2026 devem ultrapassar 20%, segundo levantamento divulgado pelo Dieese nesta quinta-feira (27). A pesquisa, realizada em quase 40 escolas da capital, revela aumentos que superam com folga a inflação acumulada dos últimos 12 meses, atualmente em cerca de 4,60%, e reacende a preocupação das famílias com o custo da educação privada no próximo ano.

O estudo analisou instituições de 15 bairros da cidade, incluindo Batista Campos, Guamá, Marambaia, Marco e Pedreira, avaliando valores previstos para o primeiro semestre de 2026 na Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio. As mensalidades variam de acordo com estrutura física, metodologia de ensino, serviços oferecidos e o uso de plataformas digitais.

Na Educação Infantil, os preços vão de R$ 745,92 a R$ 2.641,00. No Fundamental I, variam entre R$ 483,54 e R$ 2.319,00; no Fundamental II, de R$ 488,37 a R$ 2.656,00; e no Ensino Médio, ficam entre R$ 493,38 e R$ 2.495,00 mensais. O Dieese aponta que, para além da inflação, fatores internos — como custo de materiais didáticos, investimentos tecnológicos, tamanho das turmas e histórico financeiro das famílias — influenciam diretamente o tamanho dos reajustes.

As escolas costumam divulgar os novos valores entre outubro e dezembro, muitas vezes acompanhados de promoções de matrícula ou rematrícula. É nesse período que o Dieese compara as tabelas enviadas pelas instituições.

A legislação vigente, a Lei nº 9.870/1999, permite aumentos anuais, mas exige que as escolas detalhem os critérios utilizados e apresentem planilhas de custos com pelo menos 45 dias de antecedência do início das matrículas. Em caso de aumentos considerados abusivos, famílias podem buscar orientação em órgãos de defesa do consumidor.

Para o Dieese, os reajustes acima da inflação seguem uma tendência nacional e refletem o aumento dos custos das instituições, mas também pressionam o orçamento doméstico, exigindo planejamento e atenção redobrada dos responsáveis.


FONTE: O Liberal
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