O Feirão de Empregos PcD, promovido nesta sexta-feira (28) pelo Governo do Pará, movimentou o Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), no Marco, em Belém. Apesar do nome remeter primeiro às vagas de trabalho, o que marcou a edição deste ano foi o peso dado à assistência social: num mesmo espaço, a população encontrou acolhimento, orientação sobre direitos, acesso a serviços básicos e, como complemento, oportunidades de emprego e geração de renda voltadas especialmente para Pessoas com Deficiência (PcD) e trabalhadores reabilitados do INSS.
A iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), sob a gestão do governador Helder Barbalho e da vice-governadora Hana Ghassan. A proposta foi reforçar a rede de proteção social e aproximar o público dos serviços da Secretaria e de parceiros, articulando as políticas de assistência com ações de trabalho e renda. Nesta edição, o feirão ocorreu junto à V Feira de Empreendedorismo para Pessoas Surdas, o que ampliou a participação da comunidade surda sem tirar do centro da agenda a garantia de direitos socioassistenciais.
Responsável pela condução política e técnica da Seaster, o secretário Inocencio Gasparim atuou na linha de frente do evento, acompanhando atendimentos, conversando com usuários e fazendo a articulação com outros órgãos. Para ele, o feirão é um recorte de uma estratégia maior da pasta: fortalecer a assistência social como porta de entrada para outras políticas públicas, entre elas emprego, renda e saúde.
“Este feirão nasce da assistência social. É a partir da escuta, do acolhimento e do reconhecimento das vulnerabilidades que a gente junta proteção social, cidadania, emprego e inclusão. Nosso foco são as PcD, as pessoas reabilitadas do INSS e a comunidade surda, que muitas vezes enfrentam mais barreiras para acessar direitos e oportunidades”, afirmou Inocencio Gasparim, durante a abertura.
Ao longo da manhã, equipes técnicas da Seaster e de órgãos parceiros receberam o público em uma estrutura organizada em três frentes principais: assistência social e cidadania, empregabilidade e saúde. No eixo socioassistencial, os atendimentos incluíram orientações sobre benefícios e programas sociais, esclarecimento sobre critérios de acesso, apoio a atualização cadastral e encaminhamentos para a rede socioassistencial, com foco em situações de vulnerabilidade, violações de direitos e risco social.
A parte de cidadania também teve forte demanda. Quem chegou ao CIIC pôde resolver pendências como emissão de RG e certidão de nascimento, itens que parecem simples, mas que ainda impedem muita gente de acessar tanto benefícios sociais quanto vagas de emprego formal. Sem documentação básica regularizada, uma série de direitos simplesmente não sai do papel.
No campo da empregabilidade, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) atuou junto com a assistência social. Houve cadastro de currículos, orientação na busca por vagas, encaminhamento para entrevistas de emprego com empresas parceiras e apoio em etapas burocráticas, como solicitação de seguro-desemprego, emissão da Carteira de Trabalho Digital, consulta ao PIS e uso da conta GOV.BR . A lógica foi somar esses serviços ao atendimento socioassistencial, ajudando a reconstruir trajetórias de autonomia para quem vive alguma forma de vulnerabilidade.
Um dos pontos que mais chamou atenção foi o cuidado com o público em busca do primeiro emprego, principalmente jovens acompanhados pela rede de assistência. Técnicos do programa Primeiro Ofício, da Seaster, trabalharam orientações práticas sobre montagem de currículo, postura em processos seletivos e possibilidades de inserção no mercado. A ideia foi usar o feirão como um momento de educação para o trabalho e não apenas como um balcão de vagas que se encerra no fim do dia.
Enquanto isso, a V Feira de Empreendedorismo para Pessoas Surdas deu visibilidade a um conjunto de negócios inclusivos tocados por empreendedores surdos. Em estandes montados no CIIC, foram expostos produtos e serviços variados, junto com relatos de quem decidiu apostar no empreendedorismo como caminho para gerar renda e ganhar autonomia. Além da exposição, houve troca de experiências sobre gestão, organização financeira e comunicação acessível, com apoio de intérpretes de Libras e de uma equipe preparada para atender em diferentes linguagens e ritmos.
Na avaliação de Inocencio Gasparim, ações desse tipo ajudam a encurtar a distância entre o cidadão e o Estado, principalmente entre aqueles que mais precisam da rede pública:
“Quando o poder público junta num só lugar atendimento socioassistencial, emissão de documentos, serviços de saúde, apoio ao empreendedorismo e articulação com o mercado de trabalho, a gente derruba barreiras que, na prática, afastam as pessoas dos seus direitos. É isso que a Seaster vem buscando: políticas públicas que cheguem na ponta e façam diferença real na vida das famílias”, reforçou o secretário.
A escolha do CIIC como sede do Feirão de Empregos PcD também dialogou com essa proposta. O centro já é referência em inclusão e cidadania, possui estrutura adaptada, acessibilidade e equipe treinada para receber PcD, reabilitados do INSS e outros públicos em situação de vulnerabilidade. Durante o evento, o fluxo foi organizado para reduzir filas, garantir prioridade de atendimento para quem mais precisa e assegurar acompanhamento próximo para casos mais sensíveis.
Mais do que aproximar empresas e candidatos, o feirão funcionou como uma vitrine dos programas permanentes da Seaster, como o Qualifica Pará e o próprio Primeiro Ofício, que combinam formação profissional, acompanhamento e proteção social. A leitura da Secretaria é de que iniciativas assim reforçam o papel do Estado na construção de uma rede que garanta direitos socioassistenciais, trabalho digno e inclusão social às pessoas e famílias que historicamente ficaram à margem das políticas públicas.
Resumo – Feirão de Empregos PcD da Seaster
☑ O que: Feirão de Empregos PcD com foco em Pessoas com Deficiência (PcD) e reabilitados do INSS, integrado à V Feira de Empreendedorismo para Pessoas Surdas, priorizando atendimento socioassistencial e serviços de cidadania
☑ Quando: sexta-feira, 28 de novembro, de 8h às 14h (já realizado)
☑ Onde: Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC) – Av. Almirante Barroso, nº 1765, bairro do Marco, Belém
☑ Público prioritário: Pessoas com Deficiência, beneficiários reabilitados do INSS, jovens em busca do primeiro emprego e comunidade surda, sobretudo em situação de vulnerabilidade ou em busca de proteção social
☑ Serviços oferecidos: atendimento socioassistencial, orientação sobre acesso a programas sociais, cadastro e atualização cadastral, cadastro no Sine, vagas de emprego, solicitação de seguro-desemprego, emissão de Carteira de Trabalho Digital, consultas ao PIS, apoio ao uso da conta http://Gov.br , orientação trabalhista, emissão de RG e certidão de nascimento, vacinação e consultas médicas
☑ Documentos recomendados: RG, CPF, número do PIS, Carteira de Trabalho (física ou digital), comprovante de residência, comprovante de escolaridade, carteira de habilitação (se houver), currículo atualizado e certificados de cursos (se houver).