O governo federal confirmou que o salário mínimo nacional passará a ser de R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026. O reajuste de 6,8% garante aumento real e segue a política de valorização que combina inflação e crescimento econômico.
O cálculo considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro, somado ao desempenho do Produto Interno Bruto de dois anos antes, respeitando o limite fiscal estabelecido. De acordo com o Dieese, essa metodologia evita a corrosão do poder de compra, problema observado em períodos anteriores, quando o mínimo era reajustado apenas pela inflação.
Segundo o departamento, cerca de 62 milhões de pessoas têm rendimentos atrelados ao salário mínimo, incluindo trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais. Com isso, o novo valor deve gerar um impacto positivo estimado em R$ 81,7 bilhões na economia, impulsionando o consumo e a circulação de renda.
Apesar do avanço, o Dieese destaca que o piso nacional ainda está distante do valor considerado suficiente para garantir condições dignas de vida a uma família de quatro pessoas, estimado em mais de R$ 7 mil.
O salário mínimo segue como um dos principais instrumentos de distribuição de renda e redução das desigualdades no país.
O salário mínimo nacional passará a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026, conforme ato publicado pelo governo federal no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (24). O novo valor representa um reajuste de 6,8%, garantindo aumento real acima da inflação e reposição do poder de compra dos trabalhadores.
O piso anterior era de R$ 1.518, e o novo cálculo segue a política permanente de valorização do mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC acumulada em 12 meses até novembro, somada ao crescimento da economia brasileira de dois anos antes, respeitando o limite de 2,5% previsto pelo teto de gastos.
A metodologia assegura que o salário mínimo tenha ganho real, diferente do modelo adotado em gestões anteriores, quando os reajustes se limitavam à correção inflacionária. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), esse formato anterior contribuiu para a perda do poder de compra, especialmente em períodos de alta nos preços dos alimentos.
Ainda segundo o Dieese, o novo valor terá impacto expressivo na economia. Aproximadamente 62 milhões de brasileiros têm rendimentos vinculados ao salário mínimo, e o reajuste deve gerar um incremento de R$ 81,7 bilhões na atividade econômica, estimulando consumo e circulação de renda.
Apesar do avanço, o departamento ressalta que o piso nacional ainda está distante do valor considerado ideal para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas, que deveria ser superior a R$ 7 mil, conforme estimativas recentes.
O salário mínimo é referência para trabalhadores formais, aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais e diversos programas sociais, o que amplia o alcance do reajuste e seus efeitos sobre a economia nacional.