Mais de R$ 10 bilhões seguem esquecidos em instituições financeiras brasileiras, segundo dados atualizados do Banco Central. O montante está distribuído entre pessoas físicas e empresas e pode ser resgatado sem prazo final, por meio do Sistema Valores a Receber.
A maior parte dos recursos pertence a cidadãos comuns, com valores provenientes de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, consórcios ou saldos residuais. Desde a criação do sistema, quase R$ 13 bilhões já foram devolvidos aos titulares.
Apesar de o Congresso Nacional ter autorizado, em 2024, a possibilidade de recolhimento desses valores pela União, o Ministério da Fazenda informou que não há qualquer procedimento em curso nesse sentido. Assim, os recursos continuam disponíveis para saque.
A consulta deve ser feita exclusivamente no site oficial do Banco Central, com login pela conta gov.br de nível prata ou ouro. O sistema permite, inclusive, a verificação de valores vinculados a pessoas falecidas, desde que o solicitante seja herdeiro legal.
O Banco Central também implementou a opção de solicitação automática, que facilita o processo de devolução, desde que o cidadão possua chave Pix vinculada ao CPF.
A instituição alerta para tentativas de golpe e reforça que não entra em contato solicitando dados pessoais ou bancários.
Mesmo após anos de alertas e campanhas públicas, bilhões de reais continuam esquecidos em instituições financeiras brasileiras. De acordo com balanço divulgado pelo Banco Central, ainda existem R$ 10,02 bilhões disponíveis para resgate, referentes a valores não movimentados por clientes.
O levantamento considera dados consolidados até novembro do ano passado e aponta que a maior parte do montante pertence a pessoas físicas, que concentram R$ 7,8 bilhões, distribuídos entre mais de 49 milhões de cidadãos. Já as empresas somam R$ 2,22 bilhões, vinculados a quase 5 milhões de CNPJs.
Desde a criação do Sistema Valores a Receber (SVR), o Banco Central informa que R$ 12,92 bilhões já foram devolvidos aos titulares. Ainda assim, o número de pessoas que não verificaram a existência de recursos em seu nome permanece elevado.
Embora uma lei aprovada em 2024 tenha autorizado, em tese, o recolhimento desses valores pela União, o Ministério da Fazenda esclareceu que não há qualquer processo em andamento para confisco dos recursos. Assim, não existe prazo final para solicitação do dinheiro.
A consulta é gratuita e só pode ser feita pelo site oficial do Banco Central. O sistema permite verificar valores vinculados a pessoas físicas, jurídicas e até falecidas, desde que o solicitante seja herdeiro ou representante legal.
Para receber o dinheiro, é necessário informar uma chave Pix, preferencialmente do tipo CPF. O Banco Central também passou a oferecer a opção de pedido automático, que deposita os valores diretamente na conta do cidadão, sem necessidade de novas solicitações.
A autoridade monetária reforça o alerta contra golpes: o governo não envia mensagens nem ligações solicitando dados pessoais para devolução dos valores.