As exportações de madeira do Pará começaram 2026 em ritmo acelerado. Em janeiro, o estado registrou alta de 106% na receita em comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando US$ 23,6 milhões em embarques. O crescimento ocorreu mesmo com aumento modesto no volume exportado, o que indica valorização significativa dos produtos no mercado internacional.
A madeira perfilada foi o principal destaque, com avanço superior a 270%, seguida pela madeira serrada. Já produtos como madeira em bruto e painéis apresentaram queda.
Os Estados Unidos lideraram as compras, respondendo por quase 39% da pauta exportadora paraense, com crescimento acima de 300%. Países da Europa também ampliaram aquisições. Enquanto isso, outros estados brasileiros registraram retração nas exportações do setor.
Segundo Guilherme Carvalho, da Aimex, o resultado reflete a recuperação da economia internacional e a redução de estoques nos mercados importadores. Ele pondera que o setor segue atento às exigências ambientais globais, que podem impactar os próximos meses.
O Pará iniciou 2026 com forte expansão nas exportações de madeira, registrando crescimento de 106% em valor no mês de janeiro, segundo dados da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex), com base no sistema Comex Stat, do governo federal.
O estado embarcou US$ 23,6 milhões em produtos da posição 44 da NCM/SH — categoria que inclui madeira e subprodutos — contra US$ 11,4 milhões no mesmo período de 2025. O volume exportado teve leve alta de 3,98% em peso, indicando que o salto na receita está ligado principalmente à valorização dos produtos no mercado internacional.
O preço médio por tonelada praticamente dobrou, passando de US$ 502 para US$ 1.003 em um ano. Entre os itens com melhor desempenho está a madeira perfilada, usada em pisos e decks, que saltou mais de 270% em valor exportado. A madeira serrada também avançou, com crescimento superior a 60%.
Em contrapartida, houve retração nas vendas de madeira em bruto, painéis de fibras e compensados, além de forte queda nos chamados “outros subprodutos”, como móveis.
Estados Unidos lideram compras
Os Estados Unidos consolidaram-se como principal destino da madeira paraense, com aumento superior a 300% nas aquisições, respondendo por quase 39% das exportações do estado no mês. Países europeus como Holanda, França, Dinamarca, Portugal e República Tcheca também ampliaram significativamente as compras.
Enquanto o Pará apresentou desempenho positivo, o cenário nacional foi de retração: as exportações brasileiras de madeira caíram 16,9% em valor no período, com quedas em estados como Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Segundo o consultor técnico da Aimex, Guilherme Carvalho, o crescimento reflete a recuperação do mercado internacional e estoques reduzidos nos países importadores. Ele destacou que, apesar do resultado expressivo, o setor ainda enfrenta desafios ligados a exigências ambientais e incertezas geopolíticas.
O dólar encerrou janeiro cotado a R$ 5,23, acumulando queda no mês, fator que também influencia a dinâmica das exportações.