O prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, começa em 23 de março e segue até 29 de maio, segundo a Receita Federal. Durante esse período, milhões de brasileiros precisam reunir documentos e informações para prestar contas ao Fisco.
Especialistas recomendam organizar toda a documentação com antecedência, separando informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, extratos bancários, documentos de bens e investimentos.
A Receita Federal também informou que contribuintes que perderem o prazo estarão sujeitos a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido.
Neste ano, a restituição será paga em quatro lotes, começando em 29 de maio. Terão prioridade os contribuintes que utilizarem declaração pré-preenchida e optarem por receber via Pix.
Outra possibilidade é destinar até 3% do imposto devido para projetos sociais, diretamente na declaração, sem custo adicional para o contribuinte.
Organizar documentos e revisar informações antes do envio pode tornar o processo mais simples e reduzir o risco de problemas com o Fisco.
Com o início do período de envio da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, contribuintes brasileiros começam a reunir documentos e informações para prestar contas à Receita Federal. O prazo para entrega começa em 23 de março e segue até 29 de maio, dando pouco mais de dois meses para o acerto de contas com o chamado Leão.
A recomendação de especialistas é clara: organizar os documentos com antecedência pode evitar erros, atrasos e até multas. Isso porque quem perder o prazo está sujeito a uma penalidade mínima de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido.
Além disso, enviar a declaração corretamente e o quanto antes pode garantir uma vantagem importante: receber a restituição nos primeiros lotes, desde que o contribuinte não tenha inconsistências no documento.
Organização é o primeiro passo
Antes mesmo de iniciar o preenchimento da declaração, especialistas recomendam separar todos os documentos necessários. Isso inclui informes de rendimentos, comprovantes de despesas dedutíveis e documentos que comprovem bens, dívidas ou investimentos.
Organizar esses materiais por categoria facilita o processo e diminui a chance de esquecer alguma informação importante.
Uma boa prática é dividir os documentos em grupos, como:
Centralize os documentos em um único lugar
Outro passo importante é escolher um local fixo para armazenar todos os documentos relacionados ao Imposto de Renda.
Esse espaço pode ser uma gaveta, uma caixa ou um arquivo específico. O importante é manter tudo reunido para evitar extravio de documentos ou perda de informações importantes.
Além de facilitar o preenchimento da declaração, essa organização permite consultas rápidas caso seja necessário revisar dados ou apresentar comprovações à Receita Federal.
Organização digital também ajuda
Hoje muitos documentos necessários para a declaração são disponibilizados de forma digital, como informes de rendimentos bancários e notas fiscais eletrônicas.
Por isso, especialistas recomendam criar pastas no computador ou em serviços de armazenamento na nuvem, com nomes claros e datas organizadas.
Essa estratégia ajuda a manter arquivos acessíveis e evita a perda de documentos importantes.
Revisão antes de enviar evita problemas
Antes de iniciar o preenchimento da declaração, vale fazer uma revisão completa dos documentos reunidos.
Esse cuidado pode evitar interrupções durante o processo e reduzir o risco de erros que poderiam exigir correções posteriores.
Além disso, a organização prévia permite identificar possíveis deduções legais, como despesas médicas, educação ou previdência privada, o que pode influenciar no valor final do imposto ou na restituição.
Quem precisa declarar o Imposto de Renda
A declaração é obrigatória para pessoas físicas que se enquadrem em algumas condições estabelecidas pela Receita Federal.
Entre os principais casos estão contribuintes que:
Também devem declarar contribuintes que tiveram receita bruta superior a R$ 177.920 em atividade rural ou que passaram a residir no Brasil durante o ano.
Como enviar a declaração
A declaração pode ser feita de diferentes formas, por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível para download no site da Receita Federal, ou pelo sistema Meu Imposto de Renda, acessível pela internet ou aplicativo para celular.
O acesso ao sistema exige autenticação pela conta gov.br, com nível de segurança prata ou ouro.
Quem tiver imposto a pagar pode parcelar o valor em até oito quotas mensais, desde que cada parcela seja de no mínimo R$ 50.
Calendário de restituições
A Receita Federal também divulgou o cronograma de pagamento das restituições do IRPF 2026.
Os depósitos serão feitos em quatro lotes:
Terão prioridade no recebimento os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição por Pix.
Destinação do imposto para projetos sociais
Durante o preenchimento da declaração, os contribuintes também podem destinar até 3% do imposto devido para projetos sociais, sem custo adicional.
A doação é feita diretamente no programa da Receita Federal e pode beneficiar instituições como hospitais, entidades assistenciais e projetos voltados à infância e adolescência.
O próprio sistema gera uma DARF para pagamento da doação, que deve ser quitada até o final do prazo de entrega da declaração.
O passo a passo completo está disponível no site oficial da Receita Federal: clique aqui.