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05/09/2019 às 15h51min - Atualizada em 05/09/2019 às 15h51min

Empreendedorismo é a saída para quem está desempregado

Ramos da alimentação e confecção são os mais procurados pelo novos empreendedores

Portal Belém
A participante Alzira de Freitas diz que a participação no Costuraê ajudou até a melhorar a sua saúde (Foto: Costuraê).
O desemprego é preocupante para as pessoas que estão fora do mercado do trabalho. Atualmente, há 12,8 milhões de desempregados no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só no Pará, são 400 mil, aponta o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). Enquanto a contratação formal não acontece, o empreendedorismo vira opção e ajuda famílias a sobreviverem em meio à crise.

Exemplo disso é Fabíola Viana, que decidiu vender comidas fitness, há três anos. A atitude foi motivada por um grupo de amigas da empreendedora. “O que me motiva a continuar é que eu gosto de cozinhar e ajudar as pessoas na alimentação”, disse.

Trabalhos nos ramos da alimentação e confecção são cada vez mais frequentes para quem está começando a empreender. Pensando nisso, o Costuraê, projeto criado por alunos da Universidade Federal do Pará (UFPA), ensina mulheres a confeccionarem bolsas para venderem e conseguirem sustento.

Nove mulheres fazem parte do projeto e usam o corte e costura como fonte de renda. “Essa é a principal importância do projeto dentro da comunidade”, explica a líder do projeto, Waleska Oeiras.

O Costuraê funciona dentro de uma escola pública, no Guamá, onde um ateliê foi criado para que as mulheres possam fazer suas confecções. Em contrapartida, são oferecidas ações sobre empoderamento feminino, de educação sexual e educação em Direito. “Isso funciona para que a gente possa levar mais informações aos alunos da escola”, completa a coordenadora.

Quem participa do projeto não aprende só a confeccionar as bolsas, mas também a gerenciar e investir o que ganha, além de poder vender os produtos confeccionados nos eventos de moda, como o Beirando a Moda, em Belém. “O projeto me deu conhecimento. Depois que eu comecei a fazer o curso melhorei até a saúde e isso me ocupa a cabeça”, afirma a participante Alzira de Freitas.

Nas aulas, são usados tecidos que seriam descartados. As alunas pegam esse material e criam acessórios, bolsas e fazem camisetas para o Círio. Além disso, elas também participam de rodas de conversas e ações de saúde e beleza.

O projeto, criado em 2017, é sediado na Escola Estadual Ruth Rosita, no Guamá, em Belém. Quem tiver interesse em participar do projeto pode entrar em contato pelas redes sociais @costurae ou pelo número (91) 98573-6473.
 

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