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19/08/2020 às 16h00min - Atualizada em 19/08/2020 às 16h00min

Projeto realiza evento em comemoração à semana do folclore

As atividades estão ocorrendo on-line entre 17 e 22 de agosto

Rafaela Collins
Com edição do Belém.com.br
Iniciativas são retrato vivo da diversidade do folclore paraense (Foto: Adriano Amaral/Marco Romero)
    
Matinta Pereira, Curupira, Iaçá, Boto e Iara são apenas algumas das criaturas mitológicas do folclore amazônico que são apresentadas desde cedo aos curumins (palavra que denomina a criança indígena). São figuras presentes nos traços e costumes do imaginário e folclore paraense. Como forma de incentivar as futuras gerações, o Grupo Parafolclórico Vaiangá está promovendo on-line, entre 17 e 22 de agosto, o projeto "Não Deixe o Folclore Morrer", em comemoração ao Dia do Folclore.

O projeto foi idealizado pela pedagoga Márcia Ribeiro em parceria com os amigos Adriano Amaral, Kleverton Cordeiro e Max Soares. "O objetivo é fortalecer os laços de união entre os segmentos folclóricos dos distritos de Icoaraci e Outeiro, divulgando o trabalho de todos através das redes sociais, em uma homenagem ao Dia do Folclore. Com isso, estamos levando cultura, entretenimento e alegria em tempos tão difíceis como esse que vivemos agora", ressalto a criadora.

Os conteúdos estão sendo postados nesta semana no Instagram e YouTube. Para a gravação dos vídeos, pensando nas medidas de segurança no combate ao coronavírus, foram mobilizados 13 grupos de segmentos diferentes, que se apresentaram em número reduzido de dançarinos, mantendo o distanciamento social.  Quem acompanhar as exibições vai assistir grupos de danças Parafolclóricas, Quadrilhas, Boi Bumbás, Cordões de Bichos, Conjuntos de Carimbó e Contadores de histórias.



O Distrito de Icoaraci é um celeiro da produção cultural e escolhido como um dos locais para registro dos vídeos nos pontos turísticos, como a praça Matriz, o trapiche e a feira do artesanato na orla. Grupos com performance internacional integraram o projeto, como o Trilhas da Amazônia e Balé Folclórico da Amazônia. "Durante meu encontro com o Papa em 2016, nós dançamos para ele e essa foi uma das melhores experiências que eu tive", conta Jhonata Blazevit, integrante do balé. 

O projeto ganhou repercussão com a participação da Companhia Amazônica de Danças. Fundada há dois anos, o grupo é formado por um coletivo de artistas que lançaram em 2019 o espetáculo "Amazônia Corpo". A Cia também vai promover nas redes sociais uma live com o tema "Cultura Paraense". Mesmo de forma distanciada, o objetivo maior é possibilitar a divulgação e incentivo da cultura característica, denominada de folclore da região amazônica.

Estas iniciativas são retrato vivo da diversidade e riqueza do folclore paraense e uma oportunidade para comemorar o Dia do folclore, em 22 de agosto.

Serviço
Projeto "Não deixe a Cultura Morrer"

Instagram
YouTube


Live "Cultura Paranse"
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