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21/08/2020 às 13h52min - Atualizada em 21/08/2020 às 13h52min

Pará tem aumento no número de desocupados por conta da covid-19

Pesquisa revela diminuição no número de pessoas com sintomas da doença

Ascom IBGE
Com edição do Belém.com.br
Pará foi o 8º estado que mais realizou testes de covid-19. (Foto: Michel Corvello)
   
No Pará, a quantidade de pessoas desocupadas por causa da pandemia já passa de 420 mil. Enquanto que o número de pessoas com sintomas da doença caiu de 10% em maio para 1,6% em julho. Os dados são resultado da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad covid-19) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de julho.

A pesquisa vem sendo realizada por telefone, desde maio, para medir os impactos da pandemia sobre o mercado de trabalho e a saúde da população brasileira. De junho a julho, a quantidade de pessoas desocupadas no Pará saltou de 385 mil para 421 mil, gerando um aumento na taxa de desocupação de 11,3% para 12,5%. Já na informalidade houve queda de 1,6 milhão de pessoas para 1,5 milhão em julho.

Das 27 unidades federativas, o Pará foi a 8ª que mais testou desde o início da pandemia, especialmente no grupo com idades entre 30 e 59 anos. Mais de 640 mil pessoas foram, testadas sendo 2,5% (ou 221 mil) com resultado positivo. Um total de 86,4% não tinha plano de saúde e estima-se que 1,3 milhão de residentes no Pará tenham alguma comorbidade.

Quanto às medidas de isolamento social, no mês de julho, 46% dos entrevistados no Pará disse ter saído de casa apenas para atividades essenciais, 22% adotaram isolamento rigoroso, 27% reduziram o contato (mesmo saindo de casa) e 5% declarou não ter feito restrições. 

Renda e educação

Em julho, a região Norte do Brasil manteve-se como a que mais teve beneficiados pelo auxílio emergencial. O Pará foi o terceiro da lista, com 64,5%, abaixo apenas do Amapá (68,8%) e do Maranhão (65,9). De junho para julho, o Pará apresentou aumento percentual de domicílios com pelo menos uma pessoa recebendo esse auxílio: de 63,7% (1,48 milhão de pessoas) para 64,5% (1,51 milhão).

A pesquisa também identificou que muitas pessoas voltaram a trabalhar em julho. Em junho, 19,6% (591 mil pessoas) era o percentual de pessoas afastadas do trabalho por conta da pandemia, passando para 11,1% (327 mil pessoas) em julho. 
Quanto a empréstimos, 6,7% dos domicílios paraenses tiveram algum morador que solicitou empréstimos.

A região Norte teve o menor percentual de estudantes com atividades escolares em julho. No Pará, o ensino superior foi o que mais teve atividade: 42% dos entrevistados nesse nível de ensino. Entre estudantes do ensino fundamental, 39% tiveram atividades e 26% no ensino médio. Em todos os níveis, a maioria disse não ter tido atividades.
 

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