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20/09/2019 às 11h33min - Atualizada em 20/09/2019 às 11h49min

DIY: Oito Dicas para boas compras de móveis usados

A busca de achados para seus projetos, os brechós e bazares de entidades beneficentes estão na lista dos locais favoritos de decoradores e designers de interiores

DINO
http://hope.org.br
Foto: Jazmin Quaynor


Seja motivado pela crise ou mudança de estilo de vida, o mercado de móveis usados cresceu, especialmente estimulado pelas redes do bem. Com um pouco de sorte, muito garimpo e mente aberta, você pode comprar móveis de segunda mão com qualidade, a bom preço e com potencial para fazer a diferença na sua decoração. Tatiana Caneloi, 30 anos, gerente de marketing e comunicação da Casa Hope, que comanda a captação de doações para os bazares da entidade, informa que os da Casa Hope se mantêm com generosas doações de paulistanos que, ao renovarem sua casa ou mudarem de endereço, decidem se desfazer de seus itens apoiando causas sociais.

"Há verdadeiras raridades que nos chegam, mas estas são sempre rapidamente vendidas", diz a gerente. De acordo com Tatiana, os bazares e brechós mantidos por instituições de caridade são disputadíssimos. Não só por consumidores como também por lojistas, que atuam no mercado de segunda mão, decoradores e designers de interiores, que garimpam, com mais conhecimento e rapidez, móveis e objetos exclusivos e vintage que tem qualidade e valor histórico.
 

Oito dicas para comprar bem

A decoradora e designer de interiores, Ana Rita Castanho, 57 anos, que conhece e frequenta os bazares das entidades beneficentes de SP, dá dicas de como comprar bem e ainda ajudar causas sociais:

1ª - Prepare-se: Caso esteja em busca de um item específico, faça ao menos um esboço dos espaços que espera decorar com a visita - o ideal é incluir a estimativa de metragem. Também desenhe o posicionamento dos moveis nestes espaços para confirmar se o tamanho da peça que for escolhida é adequado.

2º - Chegue Cedo: Geralmente, os compradores habituais desses bazares sabem os dias em que seus estoques são reabastecidos. Por isso, chegue bem cedo.

3ª - Pesquisa e paciência: A compra por impulso deve ser evitada, inclusive no caso de itens usados e baratos. Contudo, atenção. O que você procura também pode estar num cantinho - entre milhares de outros itens -, por trás de um forro velho ou uma madeira maltratada, mas de fácil de recuperação. Por isso, pesquise com paciência, sem pressa e, se for necessário, volte outras vezes. 

4ª - Móveis, confira tudo: Se achou o móvel que tanto procura, vale conferir a madeira. Os especialistas informam que os melhores achados são em madeiras nobres, como o Jacarandá. Também verifique o estado de conservação de todos os detalhes, como itens metálicos e a procedência. Esses, entre outros aspectos, podem fazer a diferença na hora de restaurar ou reformar o móvel.

5ª - Abra sua mente: Um quadro antigo pode não interessar por sua tela, mas se tiver uma moldura bem trabalhada pode virar um lindo espelho. Um guarda roupa que a princípio não interessa, se ganhar vidro nas portas pode virar uma cristaleira para a sala, assim como uma cômoda de quarto virar um bar estiloso. Segundo a decoradora, mesmo móveis bem avariados podem render lindas peças se forrados com tecido, por exemplo. O importante é ter cabeça aberta e olhos aguçados. Um aparelho de jantar incompleto pode servir para decorar paredes ou mesmo virar vaso. Tudo pode se transformar.

6ª - Eletrodomésticos: Estes bazares não se limitam a móveis, há também eletrodomésticos em boas condições e mesmos os oferecidos com defeito podem ser uma compra vantajosa e de simples reparo.

7ª - Negocie: Barganhe e peça descontos. Especialmente, na compra de vários itens, os bazares costumam negociar.

8ª - Se puder, vá acompanhado por um profissional: Eles são treinados e tem conhecimento para avaliar tecnicamente e financeiramente suas escolhas e experiência em identificar peças com bom potencial de restauro.

Por fim, vale reforçar que, no caso dos bazares de ONGs, os recursos são destinados a manutenção das entidades e suas causas sociais. E, como observa a designer de interior, "as compras nestes bazares incrementam o ciclo do bem, que começa com a doação, depois rende recursos para as ONGs e termina em reciclagem, com itens reaproveitados que se transformam em ótimas e charmosas soluções para a nova decoração da casa".

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