Hoje, Eliana mora em Belém, mas sabe o quanto é importante ter um bom relacionamento com seus vizinhos. "Hoje tenho poucos vizinhos, mas os que tenho são como uma família para mim. Sei que posso contar com eles. Nem sempre fazemos as coisas junto , mas sempre estamos conversando, e chego a contar coisas pessoais pra alguns", revela.
Bingo - Irene Souza, mora no bairro de Canudos, em Belém, há 52 anos. Seus vizinhos criaram um grupo que joga bingo três vezes por semana, compartilhando momentos de estreita amizade. No último sábado (21), o grupo de vizinhos realizou sua confraternização de final de ano. Irene conta que é dinamizadora das peregrinações e das novenas da Paróquia de São José de Queluz e isso faz com que acabe se relacionando com muita gente do bairro. "Eu movimento os vizinhos pra participar, sou conhecida não só na minha rua, mas no bairro todo", diz orgulhosa.
Mas nem sempre essa relação entre vizinhos é amistosa. Flávio Maia preside uma ONG, localizada na rua 15 de agosto, em Icoaraci. Vez por outra, realiza ações com a comunidade. O prédio fica de esquina, mas o vizinho não fica muito satisfeito com o barulho inevitável nos dias das programações.
"Eu entendo que nós vivemos de relacionamentos e quando um relacionamento é complicado, nesse caso com vizinhos, daqueles que procuram só uma brecha pra fazer confusão,
temos que ter bom senso e sabedoria para não entrar em conflitos desnecessariamente. Nosso vizinho geralmente liga muito bravo e reclama que fazemos muito barulho, mas antes aqui funcionava uma boate. Não sei como ele lidava com isso antes de nós nos fixarmos aqui. Em geral, tentamos evitar as coisas que o irritam, pra que haja uma boa convivência, pois vamos ter que nos suportar mutuamente, mesmo não sendo tão amigável, muitas vezes", comenta Maia.