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24/12/2019 às 15h06min - Atualizada em 24/12/2019 às 15h06min

O que você faz na noite de Natal?

A maioria se reúne com a família, comemora e realiza a ceia, mas sempre há exceções nesse ritual natalino

Rosa Borges
Jornalista do belem.com.br
A noite de Natal é sempre sinônimo de confraternização, reunião familiar, ceia e presentes, mas será que pra todo mundo? (Foto: Internet)
  
A noite de Natal é sempre sinônimo de confraternização, reunião familiar, ceia e presentes. Mas será que é assim pra todo mundo?

O advogado Antônio Lira diz que sua rotina na noite de Natal é muito simples. Ele mora sozinho, e, muito católico, faz questão de se arrumar a caráter para participar da missa em sua paróquia. 
 
"Vou à missa para honrar o meu Salvador e celebrar o seu Natal. E vou de paletó e gravata, pois é uma festa para o rei e nós devemos estar sempre bem vestidos para as solenidades que homenageiam o Senhor, nosso Deus. Chego sempre uma hora antes de começar a celebração, porque o meu joelho dói muito e eu preciso garantir um lugar sentado, pois a igreja fica sempre superlotada e se não chegar cedo, não há lugar depois. Depois da alegria desse encontro eucarístico com Cristo Jesus, volto pra casa, cumprimento o porteiro e, como sou um solitário, preparo minha ceia. E não tiro o terno, continuo de gravata. Corto algumas frutas: abacaxi, banana, laranja e improviso assim uma pequena mesa de café, suco, pão torrado, com um queijinho. Abro a Bíblia. Faço a leitura do evangelho do Natal e as minhas orações. Agradeço a  Jesus por mais um Natal vivido com saúde, em paz e tomo o meu alimento. Depois disso, vou escutar música e as transmissões que fazem da missa do Galo do Vaticano. Depois vem o sono e durmo sem Papai Noel. Como eu vivo só, não preciso dar presente pra ninguém, também não recebo presente de ninguém (risos). Mas é uma benção poder render homenagem a um Deus que vem nos libertar do pecado e nos dar a redenção. Eu me sinto muito feliz por isso", relata.
 
O frade capuchinho Sílvio Croelhas também tem uma rotina detalhada e que é seguida religiosamente todos os anos, sempre em meio a muitas orações.
 
"Começamos a nossa rotina na noite de Natal a partir das dezoito horas, com as vésperas natalinas. Nos reunimos na igreja para rezar. Após esse momento, participamos da Santa Missa, vivenciando o mistério de Cristo e a vinda dele, a encarnação do verbo. A comunidade externa participa também e celebramos unidos em oração na Santa Missa. Ao término da mesma, fazemos a ceia. Nós trocamos presentes simples e vivenciamos algumas brincadeiras, para animar um pouco esta noite de Natal. Em seguida, é lida a carta do Provincial, na qual ele comunica as transferências de frades de uma fraternidade para outra. Depois, nos recolhemos. Já deixamos tudo limpo porque no outro dia nós damos continuidade à nossa vida simples e normal de trabalho e oração. Mas na noite de Natal, como bem dizia São Francisco de Assis, até as paredes 'comem carne'. É um momento muito festivo para nós, de muita alegria, muita paz e muita união", reforça. 
 
Já a diarista Flávia Ribeiro comemora o Natal com a família e seus vizinhos, numa reunião regada a muita comida e bebida. Uma tradição que já dura 18 anos, na rua em que ela mora, no bairro do Paracuri, em Icoaraci, distrito de Belém. Ela diz que é sempre assim, não abre mão de estarem todos juntos, comemorando a data. Segundo ela, colocam uma mesa na calçada e lá realizam a ceia, com as doações que cada vizinho leva.
 
"Meu Natal é entre a família e vizinhos. Compartilhamos tudo e o Natal se torna maravilhoso, pois é Deus que nos permite essa partilha. Cada mulher traz uma comida e os homens, a bebida. Realizamos a brincadeira do amigo invisível que é outro momento maravilhoso e bem alegre. Antes da nossa ceia, nós rezamos um Pai Nosso, agradecendo por mais um ano que ele nos proporciona. Fazemos nossos pedidos, pedindo a Deus para realizar os desejos de cada um. Daí a gente come e bebe até o dia seguinte", relata.
 

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