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31/12/2019 às 18h30min - Atualizada em 31/12/2019 às 18h30min

Fogos das festas de final de ano são ameaça para pets

Veterinária dá dicas de proteção para minimizar o barulho na virada do ano

Ascom da Unama
com edição do belem.com.br
Rojões são uma ameça aos pets - Foto:Reprodução Facebook
Todo fim de ano é assim, são comemorações de todos os tipos, com músicas, recepção de amigos e fogos de artifícios. Mas, acabamos esquecendo que os animais costumam ficar muito assustados com todo esse barulho. Isso porque eles são mais sensíveis aos sons, devido a audição aguçada, captando sons com uma frequência quatro vezes maior ou menor - se comparada com a do ser humano.
 
De acordo com a médica veterinária e professora especialista em clínica médica de animais de companhia da Universidade da Amazônia-Unama, Flavia Barros, apesar de anatomicamente o aparelho auditivo de cães e gatos ser bem parecido com os dos humanos, sons exagerados causam muito incômodo. "Os seres humanos são capazes de captar vibrações entre 20 e 20.000 hertz. Os cães as captam entre 15 e 40.000 hertz. Se um rojão explodir muito próximo ao animal, por exemplo, pode ocorrer até dano físico ao tímpano, comprometendo a audição", diz a especialista.
 
"Os sons de queima de fogos têm muito efeito psicológico. O animal relaciona o barulho intenso com a movimentação e a desordem, o que normalmente ocorrem nestes períodos. Aumentam mais a fobia nos animais que ficam sozinhos. Os sinais clínicos mais visíveis são de ansiedade, tremores, vocalização excessiva, taquicardia e até mesmo óbito, em casos extremos", ressaltou a veterinária.
 
É recomendável não deixar o animal sozinho. Mas, caso haja a necessidade de passar a virada do ano em outro lugar – é conveniente  levá-lo para um ambiente conhecido, na companhia de pessoas familiares ou espaços de convívio com outros animais. 
 
A professora da Unama elenca as medidas que podem mascarar a atenção dos pets nesse período."O dono pode colocar algum som mais alto e suportável ao cão no ambiente (música ou televisão), enriquecer o ambiente do animal com brinquedos. Caso o animal tente se esconder, permitir acesso a um lugar seguro e resguardado, como por exemplo no sofá, embaixo da cama, debaixo de mesa, qualquer lugar que o cão se sinta protegido. É válido fechar portas e janelas, evitar acesso a varandas e janelas. É contraindicado soltá-lo na rua ou deixar o animal acorrentado, sob risco deste se machucar", alerta.
 
Em casos extremos, é recomendado calmantes. "Mas antes de qualquer compra é preciso avaliar cada caso. O importante é levar o animal a uma consulta e ver a possibilidade desses medicamentos. Para não ter problema, só compre esses remédios sob prescrição de um veterinário", finaliza.
 

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