-
03/03/2020 às 16h00min - Atualizada em 03/03/2020 às 16h00min

Livro de jornalista paraense conta a trajetória de Suzane von Richthofen

A obra de Campbell ficou 37 dias censurada pela Justiça de São Paulo, já está na quinta edição e figura há cinco semanas na lista dos livros mais vendidos

Matrix Editora – Assessoria de imprensa
Com edição do belem.com.br
Ullisses Campbell é jornalista paraense e atualmente escreve para a revista Época (Foto: Divulgação)
   
O jornalista paraense Ullisses Campbell vai lançar o polêmico livro Suzane – Assassina e Manipuladora em Belém, no dia 11 de março, às 19h, no Hall Social da sede do Grupo Liberal (Avenida Romulo Maiorana 2473). A noite de autógrafos com o autor tem apoio do Grupo Liberal e da Temple Comunicação. A obra de Campbell ficou 37 dias censurada pela Justiça de São Paulo, já está na quinta edição e figura há cinco semanas na lista dos livros mais vendidos (não-ficção) da revista Veja, Folha de São Paulo e na Publishnews, as mais respeitadas do mercado editorial brasileiro.

No dia 12 de março, às 17h, Campbell participará de uma bate-papo com amigos, jornalistas influenciadores digitais na sede da Temple Comunicação (Rua Benjamim Constant 1416). Esse evento é aberto ao público.
 
Sobre o livro
 
Todos os jornais do país dia 1o de novembro de 2002 traziam a notícia de um brutal assassinato: Manfred e Marísia von Richtofen haviam sido barbaramente espancados em sua mansão no bairro do Morumbi, zona nobre de São Paulo, na noite anterior, com dezenas de pauladas.

Pouquíssimos dias depois, o caso estava desvendado com um desfecho ainda mais aterrador: o assassinato fora arquitetado pela filha mais velha, Suzane, então com apenas 19 anos, e executado pelo namorado dela e pelo irmão dele, Daniel e Cristian Cravinhos.

Suzane assassina e manipuladora (Matrix Editora) reconstitui a vida da assassina condenada a 39 anos de cadeia, desde o momento em que ela conhece o namorado. Por ironia do destino, foi o próprio pai de Suzane quem o apresentou à filha, insistindo que a adolescente o acompanhasse ao Parque do Ibirapuera para ver as aulas de aeromodelismo de Andreas, o irmão de Suzane. O instrutor, famoso no universo das aeronaves miniaturizadas, era Daniel Cravinhos.

A obra acompanha a entrada de Suzane na prisão e seu dia a dia nas penitenciárias. Feita com esmero jornalístico, o trabalho do repórter Ullisses Campbell prende a atenção do leitor ao revelar momentos de terror e tensão tanto no crime de Suzane, quanto no de algumas das presas com quem ela convive, e momentos de romance dela com uma detenta e de Cristian Cravinhos com um presidiário.

Numa das passagens mais impressionantes do livro, Suzane escapa da morte nos últimos segundos, no melhor estilo dos agentes secretos que salvam o mundo da destruição ao desativar uma ogiva nuclear. A comunidade prisional não perdoa pedófilos, estupradores, nem filhos que matam os pais. As mulheres sanguinárias do PCC receberam a missão de matar a menina rica, branca e de cabelos loiros dentro da Penitenciária Feminina da Capital, ainda nos anos 2000. Esperta e extremamente manipuladora, Suzane sobreviveu. E se tornou uma lenda no mundo do crime.

A vida da assassina é apresentada também nas controversas “saidinhas”, termo utilizado no universo prisional para os presos que deixam provisoriamente a cadeia em datas especiais como o Natal. No caso de Suzane, a polêmica sempre existiu, uma vez que a Justiça concede saidinhas para ela em datas como o Dia das Mães e dos Pais.

Entrevistas com especialistas em Psicologia Forense e em Direito Penal revelam ainda uma assassina que não mostra arrependimento pelo crime que cometeu, uma das razões pela qual Suzane não conseguiu até hoje progressão para o regime aberto, no qual o preso cumpre o restante da pena livre. Vale lembrar que Daniel foi condenado pelo mesmo crime e pegou pena idêntica à da ex-namorada. No entanto, ele está livre faz dois anos.
 
Obra censurada

O livro por pouco não foi para as livrarias. Numa decisão polêmica, a juíza Sueli Zeraik Armani, do Tribunal de Justiça de São Paulo – a mesma que liberou o médico estuprador Roger Abdelmassih para cumprir pena em casa –  vetou, em 12 de novembro de 2019, a publicação e a divulgação da obra, alegando, entre outras coisas,  que o livro não seria de interesse público e traria prejuízo irreparável à imagem de Suzane von Richthofen.

A proibição durou 37 dias. Em 18 de dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, fez valer a liberdade de expressão e permitiu a publicação. 
 
O autor

Ullisses Campbell, jornalista, nasceu em Belém do Pará, em 1975. Atuou nos jornais A Província do Pará, O Liberal, Folha de São Paulo e Correio Braziliense. Na Editora Abril, passou pelas revistas Superinteressante, Veja-Brasília e Veja. Atualmente, escreve para a revista Época. Em 24 anos de profissão, atuou sempre como repórter. Ao longo da carreira, ganhou três prêmios Esso de Reportagem e um Embratel de Jornalismo.

Em O Liberal, Ullisses Campbell trabalhou por cinco anos (1997/2001) . Em 2000, ganhou no jornal o prêmio Embratel de Jornalismo com a reportagem “Prostituição no maior shopping da cidade”, realizada em Belém.
 
Sobre a Matrix Editora

Matrix Editora possui 660 títulos publicados e faz dez novos lançamentos a cada mês. Em seu catálogo constam best-sellers como Biografia da Televisão Brasileira, Assassinato de reputações, Silvio Santos – a trajetória do mito e Bem-vindo ao inferno, e autores de destaque como Millôr Fernandes e o ator norte-americano Steve Martin.
 
Suzane assassina e manipuladora
280 páginas
R$ 57,00.
 

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
-

Qual ‘brega marcante’ mais representa esse ritmo musical em Belém?

10.3%
2.9%
2.5%
2.3%
4.7%
14.0%
1.4%
3.0%
1.1%
57.8%