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07/02/2021 às 12h00min - Atualizada em 07/02/2021 às 12h00min

WhatsApp adia validade dos novos termos de serviço

Atualização nos termos de uso e privacidade geraram polêmica entre usuários e especialistas

DINO
Com edição do Belém.com.br
Facebook garante que os dados coletados não dizem respeito ao conteúdo das conversas pessoais trocadas pelos usuários, bem como mídia de fotos, vídeos e áudios. (Foto: Divulgação)


   
No começo de 2021, o Facebook anunciou mudanças nos termos de serviços do aplicativo WhatsApp, adquirido pela empresa em 2014. Assustados e sem entenderem muito bem o que estava acontecendo, muitos usuários correram para as redes sociais, e muitos optaram por outros aplicativos de mensagens instantaneamente.

Em meados de 2016, o WhatsApp passou por uma mudança na política de privacidade, na qual os usuários podiam optar ou não por compartilhar um determinado grupo de informações com o Facebook e com outras empresas. Esses dados envolviam:

- Tempo de uso;
- Modelo do aparelho
- Fuso horário;
- Nível de bateria do aparelho, entre outros.

Na ocasião, os usuários tinham 30 dias para autorizarem ou não o compartilhamento desses dados, e quem por algum motivo perdeu o prazo, concordou automaticamente com a nova política.

Integração com o Facebook e nova política para 2021

Nos últimos meses, aplicativos como Instagram e Messenger passaram a ser integrados com o Facebook, onde o usuário pode manter conversas em um único lugar, assim como compartilhar conteúdos em todos os aplicativos de uma só vez. Isso também está relacionado com um novo modelo de negócios do Facebook, que facilita o acesso de empresas ao seu público-alvo, que é encontrado de acordo com o conteúdo postado nessas redes.

No começo do ano, o anúncio da nova política de privacidade do WhatsApp causou estranhamento, e em parte revolta, dos usuários. A premissa é de que eles seriam obrigados a compartilhar seus dados com o Facebook, e caso não concordassem, teriam suas contas desativadas.

Especialistas reagiram com negatividade ao anúncio, mas não veem quebra de transparência da empresa com os usuários. Como afirma o advogado Luiz Augusto D'Urso:

"O que precisa o WhatsApp, de acordo com a LGPD, é informar adequadamente, nesta nova política de privacidade que será apresentada, para quais empresas eles entregarão e quais as informações que serão compartilhadas com as empresas parceiras. Se fizerem desta forma agirão dentro da legalidade."

LGPD e Procon-SP

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor no ano passado, visa oferecer mais transparência na forma com que empresas e sites na internet — e fora dela— utilizam os dados de seus clientes e usuários.

Após ser sancionada, a lei obrigou diversos sites e aplicativos a divulgarem com clareza e de forma completa como as informações pessoais dos usuários são processadas dentro de seus sistemas. Dados inseridos em formulários, dados de compras e cookies passaram a pedir autenticação do usuário para serem utilizados. O Procon-SP deu um prazo de 72 horas para que a empresa desse mais detalhes como a obrigatoriedade dos usuários fornecerem essas informações para usarem o aplicativo.

Com isso, o WhatsApp transferiu a data na qual os novos termos começam a valer: de 8 de fevereiro para 15 de março.

Aumento no download de outros aplicativos de mensagens

Como muitos usuários ficaram assustados e se recusaram a fornecer seus dados de forma obrigatória ao Facebook para usarem o WhatsApp, eles foram em busca de alternativas para continuarem se comunicando em outros aplicativos.

Exemplos disso são o Telegram e o Signal. Segundo levantamento da Sensor Tower, na semana após a polêmica, o Signal havia sido baixado 8,8 milhões de vezes, contra 246 mil na semana anterior. Já o Telegram registrou mais de 25 milhões de downloads só no começo deste mês; o app conhecido pelas suas diretrizes de segurança muito claras, além de oferecer várias funcionalidades a mais que o WhatsApp.

     
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