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10/01/2022 às 16h06min - Atualizada em 10/01/2022 às 16h06min

Autoteste para covid está sob análise para liberação no Brasil

O Ministério da Saúde pedirá à Anvisa avaliação sobre a liberação de autoteste

Redação Belem.com.br
Com informações do portal Metrópoles
No Brasil, o uso do autoteste em casa ainda não é permitido. Apenas as farmácias realizam os procedimentos. (Foto: Divulgação / Internet)
                                                                                                
O Ministério da Saúde pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma avaliação sobre a liberação de autoteste para diagnóstico da covid-19. A decisão ocorre após a Anvisa enviar ofício ao Ministério da Saúde solicitando que o órgão avalie a criação de uma política pública para autotestagem contra a Covid. Técnicos da pasta entendem que os exames podem ser importantes no controle da variante Ômicron.


Nas conversas entre a Anvisa e o Ministério da Saúde, a tendência mais forte é que seja elaborada uma normativa temporária para o uso do exame. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, tem cuidado das tratativas, que podem resultar em uma mudança na regulação até o fim da semana.


Um dos pontos que exigem mais atenção é que a Covid-19 é uma doença de notificação compulsória, ou seja, obrigatória. Porém, o entendimento é que o acesso ao resultado pode orientar melhor os doentes a procurar assistência médica.


Contexto 

No Brasil, o uso do autoteste em casa ainda não é permitido. Apenas as farmácias realizam os procedimentos. O exame é feito com a coleta de material no nariz com o cotonete ou por saliva. Na Europa, por exemplo, há seis modelos diferentes de autotestes rápidos de antígeno certificados pelo Centro Comum de Investigação da União Europeia, serviço científico da Comissão Europeia.


Os exames são vendidos livremente em farmácias, sem exigência de prescrição médica, e têm resultado detectado entre 10 e 30 minutos.


Em entrevista ao site Metrópoles, a Anvisa disse que: “É prudente considerar a importância da avaliação quanto à viabilidade de ampliação do ambiente de uso de produtos para diagnóstico in vitro com adequado monitoramento do impacto de tais mudanças, quando se assume a adoção de práticas que antes eram incomuns para a sociedade”, defende a Agência. 


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