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02/12/2019 às 15h57min - Atualizada em 02/12/2019 às 15h57min

Paraenses abraçam o ritmo mais brasileiro de todos

No Pará, vários artistas defendem e divulgam o samba, que nasceu no Rio de Janeiro

belem.com.br
Andreza Gomes (jornalista do www.belem.com.br)
Meio Dia da Imperatriz é um dos paraenses que abraçaram o ritmo e hoje mora no Rio de Janeiro (Foto: Arquivo Pessoal)
   
O paraense Orlandino do Carmo Barbosa, mais conhecido como “Meio dia da Imperatriz” é sambista há 34 anos. Nascido em Belém, há 19 anos mudou o seu endereço para o berço do samba, o Rio de Janeiro.

Meio Dia conta que há 20 anos integrava o grupo de pagode Suvaco de Cobra em Belém e foi convidado pelo presidente da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, Luiz Pacheco Drumond, para conhecer o Rio de Janeiro.

“Eu, na época, deixei tudo e fui para o Rio de Janeiro. Sou o único paraense que tem três títulos na Marquês de Sapucaí, 99, 2000, 2001. Já ganhei quatros estandartes de ouro com a galera da Imperatriz, interpretando muito samba”, relembra.

O sambista viaja todo o País realizando shows de samba, porém nunca esquece as raízes. “No período de seis a oito de dezembro estarei fazendo shows em Macapá, mas no dia 10 estarei em Belém para passar Natal com a família. E o Réveillon será em Soure, na praia do Pesqueiro, onde irei comandar o show”.

Influências – O sambista conta que o mestre Meia Noite, diretor de bateria de escolas de samba em Belém, foi um dos responsáveis pelo samba entrar na sua vida. “Eu fiz parte de vários grupos de pagode, sou fundador do grupo Cabanagem. A minha vida sempre foi assim no meio da música”, comemora.

“O samba pra mim hoje em dia se tornou uma religião. Tudo o que eu tenho até hoje foi por causa do samba, o samba pra mim é uma coisa memorável, com ensinamentos de Candeia, Cartola, Nelson Cavaquinho, Fundo de Quintal, a saudosa Beth Carvalho, inclusive até gravei um samba pra ela”, pontua o sambista.

Nesta segunda-feira, 02 de dezembro, é celebrado o Dia Nacional do Samba, uma data que não é oficialmente registrada, mas que é celebrada pelos sambistas de todo o País. “Eu ainda luto para que em Belém do Pará, terra do samba, seja ponto facultativo. Muitas pessoas, não só artistas, dependem do samba direta e indiretamente. Eu agradeço todos aqueles que plantaram a raiz do samba no Brasil, Candeia, Nelson Cavaquinho, Cartola, dona Ivone Lara, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Lecy Brandão entre outros”, finaliza.

Clube do Samba – A jornalista Lourdinha Bezerra comanda, há 28 anos, o programa Clube do Samba, transmitido pela Rádio Cultura FM, aos sábados de 12h às 14h. “Sou produtora do Clube e neste tempo todo, sempre valorizando e incentivando o único programa produzido de samba de raiz, onde toca o samba paraense, ou seja, onde o sambista tem garantido seu lugar, tanto na música, como na divulgação de sua carreira, de seus shows de seu crescimento musical”, relata Lourdinha, considerada a madrinha do samba paraense.

Mariza Black, grupo Luz e Sombra e Varanda são alguns dos nomes que o Clube do Samba lançou no mercado fonográfico.

Nova Geração – Um grupo formado por 30 mulheres sambistas, “As Donas do Batuque”, vem se destacando no cenário musical paraense. São mulheres na faixa etária de 19 a 35 anos que atuam no samba, algumas inclusive integram baterias das escolas de samba de Belém, como: Matinha, a Grande Família, Quem São Eles, entre outras.

Ruth Costa, uma das integrantes do grupo, explica que quando surgiu o grupo, a ideia era fazer uma bateria show. “Hoje, nós temos a bateria show e a roda de samba formada por todas as mulheres que fazem samba”, ressalta.
 
 
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