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14/10/2019 às 11h35min - Atualizada em 14/10/2019 às 11h35min

Hospital Regional de Santarém realiza ‘Corrida Doando Pela Vida’

Iniciativa visa incentivar a doação de órgãos na região Oeste do Pará

belem.com.br
Assessoria de Comunicação do Hospital Regional de Santarém
Foram 300 inscrições oficiais, além do apoio de dezenas de corredores e grupos de corrida da cidade (Foto: Luiz Carlos Siqueira)

O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), unidade do Governo do Estado do Pará e gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, realizou a I Corrida Doando Pela Vida, neste domingo (13), em Santarém, Região Oeste do Estado. Na oportunidade, centenas de pessoas aderiram à iniciativa que visa incentivar a doação de órgãos na região Oeste do Pará. Foram 300 inscrições oficiais, além do apoio de dezenas de corredores e grupos de corrida da cidade.
 
Ainda nas primeiras horas da manhã de hoje, com percurso de 5 km e largada da frente do Centro Cultural João Fona, a corrida espalhou mensagem de solidariedade e cidadania pelas principais ruas do município. “Estamos vivendo um momento histórico com a finalidade de disseminar à sociedade, a cultura da doação de órgãos. Queremos transformar Santarém em uma cidade que diz ‘sim’ para doação de órgãos e, por consequência, salva mais pessoas”, ressalta o diretor Hospitalar do HRBA, Hebert Moreschi.
 
Moreschi ainda explica a importância do projeto para a região e a participação da comunidade neste domingo. “Queremos dizer à população que é possível ajudar na libertação de um paciente que depende de máquina de hemodiálise, por exemplo, que fica três dias por semanas, durante quatro horas ligado à uma máquina. É importante que todos saibam, só existe sucesso na realização de transplantes se a sociedade participar da iniciativa conosco”, diz.
 
O Hospital Regional de Santarém é credenciado para a captação múltipla de órgãos e transplantes de rins. O primeiro transplante de rim proveniente de doador vivo foi realizado pela unidade em novembro de 2016. Até o momento, o HRBA alcançou a marca de 129 órgãos captados e 54 transplantes realizados.
 
A superação de um transplantado
 
Entre centenas de corredores, a história do aposentado Adilson dos Santos, de 60 anos, chama a atenção. Em 2015, o aposentado passou por um transplante de rim, em Belém. “Antes do transplante a vida era difícil. Hoje, corro no Parque da Cidade de segunda à sexta, jogo futebol e faço isso tudo com apenas um rim”, brincou Santos ao afirmar que fez questão de participar da corrida, para conscientizar a população da necessidade de mais pessoas aderirem à doação de órgãos. “Atualmente faço acompanhamento no HRBA e sou a prova viva que doar órgãos é um ato de amor, que pode salvar vidas, como salvou a minha”, ressaltou.
 
Para um dos idealizadores da corrida e responsável técnico pelo serviço de transplantes do HRBA, o médico nefrologista Emanuel Esposito, o evento superou as expectativas. “Foi uma corrida impressionante. A procura foi muito alta. Para a primeira edição, fazemos uma avaliação muito positiva e já convidamos a população para a próxima edição, que ocorrerá no próximo ano, em setembro, no mês da Doação de Órgãos. Quanto mais adeptos, maior é o alcance da mensagem que esse evento traz: doar amor, e um pouco de si a quem precisa”.
 
Recusa da família
 
O principal entrave para a doação de órgãos está ligado à recusa familiar. “Apenas 30% das famílias aptas a fazerem doação de órgãos disseram sim. As outras 70% dizem ‘não’.
 
“Queremos inverter essa lógica, e conquistar mais ‘sim’. Esse ‘sim’ depende da família. Ainda em vida a pessoa precisa manifestar à sua família que deseja ser doador de órgãos, pois em casos de pacientes diagnosticados com morte encefálica, é a família quem decide”, explicou Moreschi.
 
Ação do bem
 
Durante a corrida, o HRBA disponibilizou atendimentos de saúde, como teste de glicemia e aferição de pressão arterial, através do projeto “Ação do Bem”, que ocorreu em comemoração ao Dia da Filantropia.
 
Resultados - a competição foi dividida em duas categorias: comunidade em geral e trabalhadores da saúde. Todos os corredores ganharam medalhas de participação. Os melhores colocados por categoria e faixa etária ganharam medalhas e troféus de 1º, 2º e 3º lugar.
 
 
 
 

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