21/03/2022 às 12h55min - Atualizada em 21/03/2022 às 12h55min

Santa Casa do Pará conta com novos equipamentos para crianças com icterícia

30 novos equipamentos que foram alocados na área de neonatologia do hospital

Agência Pará
Esses novos aparelhos são fundamentais para atender as necessidades das crianças assistidas. (Foto: Ascom / FSCMP)

A Fundação Santa Casa do Pará está colocando 30 aparelhos de fototerapia para tratamento dos recém-nascidos internados no hospital, que apresentam icterícia, quando há aumento da concentração de bilirrubina no sangue do bebê, resultando em pele, olhos e mucosas maia amareladas. Quinze equipamentos foram distribuídos para o Alojamento Conjunto (Alcon), 10 para a Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e cinco para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).


Esses novos aparelhos são fundamentais para atender as necessidades das crianças assistidas pela área de neonatologia da Santa Casa. Segundo a médica Salma Saraty, gerente da Neonatologia do hospital, eles serão utilizados no tratamento da icterícia neonatal, que tem seus riscos, principalmente o dano cerebral. Dessa forma, o aparelho de fototerapia é uma prevenção para esse dano cerebral que a icterícia pode causar, como atrasos no desenvolvimento neuromotor da criança.


“Dos bebês que nascem no alojamento conjunto, daqueles que não são prematuros, aqueles bebês que nascem bem, em torno de uns 10%, precisam desse equipamento diariamente para tratar de icterícia no hospital”, diz a médica.
 

Sobre o novo equipamento, a doutora Salma explica que “esse é o aparelho mais moderno que se tem para tratamento da icterícia, porque ele possui uma radiância muito mais eficaz. Ele trata melhor e mais rápido a icterícia”.


O engenheiro clínico da Fundação Santa Casa, Maurício Solon da Silva, que está à frente da implantação desses novos equipamentos detalha que ele emite uma luz clara (a luz azul é considerada a mais eficaz) capaz de quebrar o excesso de bilirrubina presente na corrente sanguínea, de forma que ela seja eliminada mais rapidamente pelo organismo.


“Esses equipamentos são os mais modernos. Existe um equipamento mais simples que é o que tem apenas um módulo de LED e esse novo bilisky tem três modos de LED. Então o espaço é bem melhor. O total de investimentos nas 30 unidades dos equipamentos, com o preço unitário de R$5.600,00, totalizando 168 mil reais investidos nestes aparelhos de fototerapia”, relata o engenheiro.


Para fazer o acompanhamento da eficácia dos aparelhos, Maurício conta que tem oito técnicos, cada técnico responsável um setor específico para fazer ronda. "Todos eles percorrem o hospital. Na ronda verificamos se o equipamento está sendo utilizado de forma correta, se apresentou algum problema, se a equipe está precisando de algum treinamento, alguma dúvida sobre o uso correto do equipamento. E isso é feito por nossa equipe diariamente e comunicada alguma intercorrência para a gerência da área”, destaca.


Vantagens


Uma das vantagens que essa nova tecnologia traz é referente à validade, que varia de acordo com a responsabilidade da equipe que vai usar manuseá-la, no caso, a equipe de enfermagem e a de engenharia na realização das manutenções preventivas anuais dos equipamentos.
 

“Em relação ao módulo de LED, que é o principal insumo, principal acessório que é trocado no equipamento, ele tem uma validade de 20 mil horas. A partir de 20 mil horas de consumo é necessário fazer a troca porque a partir daí já não é mais tão eficaz. Ele não vai parar de funcionar, mas pode perder a eficácia após essa quantidade de horas em que ele for utilizado”, diz o engenheiro clínico.


Sobre os antigos equipamentos, o engenheiro informa que além dos setores que foram distribuídos os novos equipamentos, existem outros setores do hospital que também demandam de fototerapia, “Vamos destinar para esses outros locais, além de ficar de reserva na engenharia clínica, caso algum equipamento venha a apresentar problemas e a gente substitui assim que for necessário”, esclarece.


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